Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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13/09/2006

Raiva: Portaria reduz regiões com vacinação.

A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, baixa nesta quarta-feira (13/09), uma portaria estabelecendo que somente os pecuaristas dos municípios de três regiões: Guaratinguetá, Pindamonhangaba e Mogi das Cruzes ficam obrigados a realizar a vacinação contra a raiva dos herbívoros no seu rebanho bovino, ovinos, caprino, bubalino e equídeo. Os produtores de outras regiões que optarem pela vacinação nos meses de maio e novembro, período da campanha que acontece junto com a imunização contra a febre aftosa, poderão fazê-la.

Desde 2002, a Secretaria realiza um trabalho sistemático com varreduras regionais, notificando os casos da doença e fazendo inspeções nos locais de refúgio dos morcegos hematófagos, transmissores do vírus da raiva. São 20 equipes itinerantes atuando principalmente nas regiões montanhosas, as quais são abrigos característicos dos morcegos.

Em 2000, o Estado contabilizava 773 propriedades com registro da doença. No ano passado, o número foi de 62 e, até setembro deste ano registrou-se 40. Segundo Vladimir de Souza Nogueira Filho, veterinário responsável pelo Programa de Controle da Raiva dos Herbívoros da CDA, a queda nos casos entre 2000 e 2002 deveu-se a obrigatoriedade da vacinação instituída pela legislação federal de 2001. “No ano seguinte, adotamos esta prática de varredura e o número de focos foi caindo gradativamente. Hoje, podemos tirar a obrigatoriedade em boa parte do Estado e, dessa forma, desoneramos o nosso pecuarista”.

Na última campanha de vacinação, em maio deste ano, 99,02% de um rebanho de 2,94 milhões de cabeças de 14 escritórios de defesa agropecuária (EDAs) da Secretaria foram vacinados. Com a redução, nos três EDAs teremos cerca de 755 mil animais ainda com a obrigatoriedade.

Controle - De acordo com o técnico, as equipes de controle de população de morcegos hematófagos recebem dos veterinários da Secretaria um relatório das propriedades com registro de mordedura de animais pelo morcego e possíveis abrigos dos mesmos. Segue-se a varredura e a captura dos morcegos. Em alguns deles é aplicada uma pasta anti-coagulante, que acaba sendo transferida para os demais morcegos da colônia, provocando a morte.

Com a redução da população de morcegos hematófagos, há também a diminuição nos focos da doença. A raiva dos herbívoros ataca bovinos, ovinos, bubalinos, caprinos e equídeos levando à morte. Para o homem, só pode ser transmitido pelo contato com a saliva ou vísceras e sangue de animal doente ou mordedura do próprio morcego que tenha o vírus em seu organismo.