Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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12/02/2007

Secretário de 14 estados se reúnem em Belo Horizonte para debater aftosa.

Numa força-tarefa, Secretários de Agricultura de 14 estados da Federação vão debater, em Belo Horizonte (MG), nesta terça-feira (13/02), as conseqüências da suspensão do status de área livre de febre aftosa de boa parte do território brasileiro pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). O objetivo é recuperar o status de área livre com vacinação, traçar estratégia entre os estados e nas regiões de fronteira para prevenção contra a doença e recuperar os mercados importadores, principalmente os países da Comunidade Européia. São Paulo não registra a doença há dez anos e é o corredor de exportação da carne bovina brasileira.

O secretário João Sampaio afirma que a visão conjunta dos estados precisa ser focada na derrubada das barreiras impostas pelos países importadores, que muitas vezes funcionam de forma comercial. “A aftosa é uma doença econômica. Com esta visão, precisamos delinear não só uma ação de defesa sanitária, que abrange a criação de forças-conjuntas estaduais e o envolvimento do Governo Federal na fronteira, assim como, os estados precisam traçar atuação sistemática junto aos países importadores”, afirma ele.

Segundo o secretário, São Paulo é o corredor de exportação da carne bovina brasileira devido à infra-estrutura dos frigoríficos e a logística de exportação através do Porto de Santos. “Com este status sanitário atual e a permanente desconfiança da OIE em relação ao nosso trabalho de defesa sanitária, o setor, gerador de emprego e renda, fica constantemente ameaçado”. A retirada da classificação de área livre de febre aftosa com vacinação ocorreu em 2005 por causa da reincidência de casos da doença na região da fronteira do Brasil com o Paraguai, Argentina e Bolívia.

Em 2006, dentro das exportações do agronegócio paulista, o setor de bovídeos (inclui carne in natura, industrializada, couro e outros - 2º lugar no ranking) somou US$ 2,75 bilhões, perdendo apenas para açúcar e álcool. Comparado com as vendas externas nacionais do setor da ordem de US$ 7,68 bilhões, São Paulo respondeu por 35,8%. Quando comparados somente os números de carne bovina, passou por São Paulo 45% da carne brasileira.

O encontro terá a participação dos secretários de Agricultura dos seguintes Estados: Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins, Paraná e Rondônia.

RECURSOS - Os estados brasileiros cobram do governo federal um aumento nos investimentos em serviços de vigilância e defesa sanitária animal, que vêm sendo considerados insuficientes. Essa deficiência expõe o rebanho nacional ao risco de doenças que podem prejudicar diretamente o produtor rural e as exportações de carne.

O limite orçamentário para custeio das ações de defesa sanitária coordenadas pela Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para 2007, foi fixado em R$ 129,7 milhões pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O Ministério da Agricultura realizou gestões para obter o aporte adicional de recursos de R$ 65 milhões. Assim, o total de recursos previsto no Orçamento da União para as ações de defesa sanitária, em 2007, é de R$ 194,7 milhões.

Serviço:

Reunião de secretários de agricultura para discussão da aftosa

Local: Sala Guimarães Rosa do Banco do Desenvolvimento de Minas Gerais

Com entrada pela Rua Bahia, nº. 1600 – 2º andar – Bairro Lourdes Belo Horizonte/MG

Informações:

Assessoria de Comunicação

Tel.: 11 5067-0069 – www.agricultura.sp.gov.br

Euzi Dognani

Fonte: Assessoria de Comunicação/SAA