Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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09/05/2008

Laranja: estimativa de safra de 368,2 milhões de caixas para São Paulo.

Pela primeira vez, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo divulgou a estimativa de safra de um dos seus principais produtos separadamente das outras culturas aqui cultivadas. Durante o evento, na sede da Secretaria na capital paulista, nesta quinta-feira, foram apresentados os números para esta safra de laranja, totalizando 368,2 milhões de caixas de 40,8 quilos (comparada aos 365,8 milhões da anterior) numa área de 691,26 mil hectares, cerca de 1,7% maior que na safra passada.

O evento reuniu representantes de citricultores, indústria e pesquisadores. Durante a apresentação, o secretário de Agricultura, João Sampaio, mostrou que para processamento industrial estima-se um número entre 288 e 308 milhões de caixas e o consumo de mesa variando de 60 a 80 milhões.

“A divulgação exclusiva para laranja sempre foi ponto de consenso no setor, uma reivindicação mais do que justa para que os números fossem apresentados de forma clara, única. Este momento é histórico pela importância da laranja para a economia paulista”, afirma Sampaio. O secretário ainda enfatizou que é preciso aprimorar os números, que está sendo trabalhado um projeto de georeferenciamento para levantamento de produção nas propriedades de São Paulo. “O objetivo é que nos próximos anos, teremos o levantamento ainda mais aprimorado, sem este desvio-padrão entre os números tão alto”.

Durante a apresentação, foi apontada a evolução do plantio e produtividade de laranja entre as regiões. Numa tabela, foram expostos os números de pés novos e em produção nas regiões citrícolas tradicionais como Araraquara, Limeira, Barretos e Catanduva e a migração do plantio para as regiões novas do sudoeste do Estado como Avaré, Botucatu, Itapetininga.

Os levantamentos são realizados pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral da Secretaria (Cati), diretamente pelo técnico da Casa da Agricultura, e os estudos são feitos pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta), elaborados sistematicamente e publicados regularmente desde 1942.

A previsão de safra para a cultura da laranja é realizada cinco vezes ao ano, nos meses de fevereiro, abril, junho, setembro e novembro para acompanhar o desenvolvimento vegetativo dos pomares.

Outro dado apresentado é que nas 20 regiões maiores produtoras, com colheita acima de 5 milhões de caixas e que representam 94% do Estado, foi totalizada expectativa de produção de 345,7 milhões de caixas, 1,2% a menos em uma área em produção pouco abaixo da safra passada (0,26%). Ainda na região produtora, esse levantamento indica rendimento de 1,97 caixa de 40,8 quilos por pé, ou seja, 0,95% menor, comparativamente à safra passada.

Esse retrato mostra exatamente a migração da laranja para outras regiões que não são as 20 tradicionais e ainda maiores produtoras. A produtividade também nas regiões novas é de médias de rendimentos acima de 1,97 de caixa por pé. Em Botucatu, por exemplo, temos registro de 3,3 caixas/pé.

O secretário João Sampaio explicou que tal rendimento também se deve às mudanças no padrão tecnológico, visto que as mudas são provenientes de viveiros telados, a densidade de plantio (média estadual) que era de 260 pés por hectare no final da década de 90 passou a 320 e a relação mais atual parece indicar pomares novos com densidade de 700 pés por hectare e pés já em produção com densidade de 830 pés por hectare.

O Estado de São Paulo possui o maior pomar do mundo, com cerca de 200 milhões de pés de laranja, e responde por mais de 90% das exportações brasileiras de suco de laranja. O Brasil é o maior fornecedor de suco do mundo. No ano passado, as exportações de suco de frutas (quase que a totalidade, de laranja) de São Paulo totalizaram US$ 2,35 bilhões. É o terceiro item na pauta, perde somente para o setor sucroalcooleiro e carne bovina. (Fonte: Assessoria de Comunicação da SAA – 11-5067-0069 - www.agricultura.sp.gov.br)