Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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15/04/2011

Dia Nacional da Conservação do Solo (15/04).

Campinas, 15 de abril de 2011.

Em 1981, Belinazzi et al. informa em uma publicação que: eram perdidas anualmente no estado de São Paulo 193 milhões de toneladas de solo fértil. Desses, 48% eram carreados pela enxurrada para os mananciais causando assoreamento e destruição. Um volume de 9,9 milhões de metros cúbicos de água, todos os anos, era perdido nas bacias hidrográficas, fato que colaborava para aumentar a seca nas regiões paulistas e o desabastecimento de água.

No ano de 2004 o Instituto Agronômico (IAC), publicou na Reunião Brasileira de Manejo e Conservação do Solo, realizada em Santa Maria-RS, dados obtidos em 2003 conforme Dechem et al. (2004), informando que: as perdas de solo em São Paulo baixaram para 62 milhões de toneladas/ano. Coincidentemente a perda de solo baixou no período em que a Lei do Uso e Conservação do Solo começou a ser aplicada pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária. Hoje, se nova avaliação for realizada, veremos seguramente que esses números diminuíram ainda mais.

Como forma de demonstrar essa atuação, lembramos que em 2002 houve a primeira fiscalização em bacia hidrográfica realizada por uma força tarefa. Na ocasião foram fiscalizados em dez dias, 27.983 hectares da área de cabeceira da bacia hidrográfica do Rio Lençóis, em Agudos-SP. Após essa ação, adotou-se a metodologia de fiscalização em bacias hidrográficas, um método justo e eficiente, visto que, depois de fiscalizadas, todas as propriedades componentes da bacia são visitadas. As que apresentam erosões são autuadas. Feita a apresentação dos projetos técnicos, estes são avaliados e as implantações autorizadas. As propriedades onde as obras são realizadas a contento são poupadas de multas e, no final de todo o trabalho, a bacia inteira é recuperada no que diz respeito à conservação do solo.

Após essas atuações, 43 bacias hidrográficas, totalizando uma área de 160.000 hectares, foram trabalhadas pela Defesa Agropecuária. Se levarmos em conta que muitas dessas bacias ultrapassavam os 25 mil hectares e que as bacias são compostas por várias sub-bacias, teríamos seguramente mais de cem bacias hidrográficas trabalhadas e recuperadas durante os doze anos da aplicação da legislação conservacionista em São Paulo. Este número é bastante significativo para uma instituição que estruturou uma área de fiscalização de uso e conservação do solo pioneira no Brasil e talvez no mundo.

Nesta história faltava algo que mudasse o panorama de destruição dos solos paulistas. A defesa agropecuária preencheu essa lacuna trabalhando com seriedade e colaborando para que o uso do solo fosse realizado de forma a se aproximar da sustentabilidade e da preservação.

Nossa trajetória foi de fundamental importância para que o agronegócio paulista, através de uma produção sustentável e pujante colaborasse para o crescimento do PIB de São Paulo e do Brasil, trazendo divisas, melhorando a qualidade de vida da população do Estado, seja na parte econômica, alimentar ou de meio ambiente.

O trabalho desenvolvido é reconhecido por pesquisadores de vários Estados. São Paulo é referência em aplicação de Lei do uso e conservação do solo no Brasil e demonstra o real interesse em preservar o nosso maior bem: o SOLO AGRÍCOLA.

Nesse Dia Nacional da Conservação do Solo, parabéns a todos os profissionais e produtores que de alguma forma contribuíram para a obtenção desse sucesso.

Saudações conservacionistas. Salve 15 de abril!

Oswaldo Julio Vischi Filho

Engenheiro Agrônomo da Coordenadoria de Defesa Agropecuária - Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de Sao Paulo