Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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24/01/2014

Expedição técnico-científica é criada para fazer levantamento da Helicoverpa armigera

Equipes da Secretaria e do Ministério da Agricultura percorrerão, em fevereiro, todas as regiões do estado para coleta de amostras

Com o objetivo de realizar um estudo que estabeleça diretrizes de defesa sanitária vegetal para prevenção, contenção e controle da Helicoverpa armigera, o Grupo Técnico (GT) da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo se reuniu, em 22 de janeiro, para discutir os resultados oficiais – negativos, até o momento - assim como os próximos passos em relação à lagarta.

Em novembro de 2013, espécimes (lagartas e adultos) foram coletados por fiscais estaduais da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, e federais do Ministério da Agricultura (Mapa), Superintendência de São Paulo, nos municípios de Avaré, Botucatu, Itapeva e Capão Bonito, locais com o maior número de relatos de indícios de ocorrência da praga.

As amostras foram analisadas pelo Instituto Biológico (IB), único laboratório credenciado pelo Ministério no estado para diagnóstico fitossanitário. Fora essas amostras, o IB não recebeu nenhuma outra para análise por suspeita da Helicoverpa armigera.

O GT ressalta que o fato da espécie H. armigera não ter sido detectada oficialmente, não significa que a praga não esteja presente no estado. Por este motivo, dá prosseguimento à suas ações e inicia uma expedição técnico-científica, que será realizada durante o mês de fevereiro, com abrangência em todo o território paulista.

O objetivo do trabalho é a continuidade do levantamento, do monitoramento georreferenciado, da avaliação de danos e do posicionamento fitossanitário legal em relação à lagarta Helicoverpa. A ‘expedição’ será composta por representantes do Mapa/SP e da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, órgãos com atribuição de defesa agropecuária no estado de São Paulo.

Com essas ações o GT espera orientar, conscientizar e tranquilizar o segmento produtivo e principalmente motivar o produtor rural a participar do processo de defesa agropecuária.

Informações com tecnologia QR Code

Em setembro do ano passado, o workshop “Ameaças fitossanitárias: construção de uma política de combate à Helicoverpa armigera e outras pragas exóticas para o estado de São Paulo”, promovido pelo Grupo de Trabalho da Secretaria, reuniu 300 pessoas em Campinas. Foram debatidos o histórico da praga, identificação, distribuição geográfica, manejo integrado, monitoramento e inspeção.

No evento foi lançado um material gráfico com as principais pragas exóticas potenciais e seus riscos ao agronegócio paulista e brasileiro, com a tecnologia do QR code. O dispositivo permite o acesse ao material, pelo celular, desde que tenha instalado o aplicativo, que é gratuito, e que haja acesso à internet.

Ao posicionar o leitor diante do código, o usuário é remetido a um site (poster01.defesaagropecuaria.com), com informações sobre as pragas exóticas que entraram no Brasil desde 1901, e que atacam a agricultura. Há também as pragas quarentenárias, para as quais existem normativas oficiais, e as que nunca foram identificadas em nosso território.

Ao alcance da mão, a tecnologia permite a visualização de fotos em alta definição, para facilitar a identificação, com nome científico, morfologia da praga, histórico de ocorrência no Brasil, bioecologia, danos, métodos de controle, e indicação de plantas hospedeiras.

Assessoria de Comunicação: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. (11) 5067-0068