Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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20/01/2014

Raiva dos Herbívoros: equipes de controle realizam mutirão na região de Botucatu-SP.

Equipes de médicos veterinários e técnicos agropecuários da Coordenadoria de Defesa Agropecuária iniciam hoje (20/01) o mutirão de trabalho para ao controle da raiva dos herbívoros na região do Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) de Botucatu. As equipes devem permanecer na região até sexta-feira, 24 de janeiro.

O trabalho consiste em inspecionar os abrigos de morcegos hematófagos (que se alimentam se sangue) já cadastrados e cadastrar novos abrigos, para promover o controle populacional desta espécie, além da difusão de informações sobre o controle da doença, como o uso da pasta vampiricida nos animais que apresentam mordeduras por morcegos.

Segundo Paulo Antonio Fadil, médico veterinário responsável pelo Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros e coordenador das equipes, “o controle populacional do Desmodus rotundus, realizado pelo serviço oficial de defesa, é um método que dever ser utilizado apenas por pessoal habilitado e imunizado, devido à necessidade de conhecimento para a identificação dos morcegos capturados e o alto risco de contrair a doença por quem os manipulem”.

O controle populacional dos morcegos hematófagos é de extrema importância, pois esses animais são transmissores da raiva, uma zoonose grave e letal para os animais e seres humanos. No meio rural, os animais mais comumente afetados pela raiva são os bovinos e equídeos, mas todos os mamíferos são suscetíveis à doença. Estes animais, quando doentes, apresentam sinais neurológicos, sendo que os mais comuns são a paralisia dos membros, a agressividade e a salivação.

Apesar da vacinação contra a raiva não ser obrigatória, é recomendado que os produtores rurais vacinem os animais dos rebanhos nas regiões onde existe ocorrência endêmica da doença e onde o relevo regional favorecer a existência dos abrigos para o morcego transmissor.

Os morcegos hematófagos geralmente buscam abrigos em tocas, grutas, bueiros, túneis, minas, casas abandonadas e ocos de árvores. Tendo conhecimento desses abrigos, o produtor deve entrar em contato com uma unidade oficial de defesa agropecuária para informar.

Assessoria de Imprensa/Defesa Agropecuária – 19 – 3045.3350 - Teresa Paranhos

Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) Botucatu – 14 – 3882.2960