Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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26/06/2015

Aves migratórias foi tema de seminário sobre Influenza Aviária em Registro-SP

O Seminário de Atualização sobre Influenza Aviária, realizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em Registro, reuniu 30 profissionais ligados à área da saúde dos municípios de Registro, Cananéia, Ilha Comprida, Iguape e Pariquera-Açu, representantes de ONGs, da Associação de Médicos Veterinários do Vale do Ribeira e técnicos da Secretaria para apresentação de protocolo de vigilância ativa e passiva em aves migratórias no sítio de aves migratórias de Cananéia-Ilha Comprida-Iguape, como parte dos trabalhos do Plano Paulista de Prevenção da Influenza Aviária.

O Prof. Dr. Edison Luiz Durigon, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, falou sobre o papel das aves migratórias na transmissão do vírus da influenza aviaria e explicou que, as aves migratórias são portadoras do vírus e mantêm esse vírus por muito tempo. São elas que carreiam o vírus dos Estados Unidos ou do Hemisfério Norte para cá e, daqui, podem passar para aves de fundo de quintal ou para granjas. “Não tem fórmula mágica, tem que ser feito o serviço de vigilância ativa. Quanto maior número de aves capturadas e testadas para influenza aviária, maiores são as chances de prever quando ela está chegando. Uma vez detectado o vírus em num hot spot ou algum outro lugar é possível prever qual a possibilidade de dispersão para uma área que tem granjas comerciais”, afirmou.

A Defesa Agropecuária vem desenvolvendo o monitoramento do sítio de aves migratórias de Cananéia-Ilha Comprida-Iguape. Segundo Dr. Fernando Gomes Buchala, médico veterinário da Coordenadoria de Defesa Agropecuária é uma área de interesse epidemiológico que recebe aves vindas do Hemisfério Norte, com migração de aves prevista para outubro/novembro quando devem ser realizadas as capturas e colheitas de material nessas aves.

“Na região são 353 criatórios de aves de fundo de quintal de galiformes que estão sendo amostrados com colheita de material para verificar se na última migração de aves houve a introdução dos vírus da influenza aviária”. Buchala acrescentou que, “além da regional de Registro, Cananéia e Iguape temos mais duas áreas de atenção epidemiológica que são o parque zoológico de São Paulo e o parque ecológico do Rio Tietê onde a Defesa Agropecuária está trabalhando com vigilância passiva e no caso de qualquer ocorrência de mortalidade em aves, uma equipe irá colher material para diagnóstico laboratorial”.

Sobre o trabalho de proteção da saúde humana da população local, a Dra. Telma Carvalhanas, da Divisão de Doenças de Transmissão Respiratória, da Secretaria de Estado da Saúde, ressaltou a importância do trabalho dos agentes de saúde para que a população tenha acesso às informações sobre as medidas básicas de prevenção às doenças. “No caso da gripe, são as medidas básicas de higiene e etiqueta respiratória, orientando a evitar a doença, evitar a aglomeração decorrência do frio que facilita a transmissão das doenças respiratórias. Além dessas medidas recomendamos a vacinação. Hoje temos uma campanha que ainda está em curso e que temos que atingir altas coberturas para termos uma camada maior de proteção. Se a vacinação atingir o percentual preconizado, há maior proteção dos não vacinados. São candidatos à vacinação os mais propensos às complicações, como por exemplo, as gestantes, portadores de morbidade: pneumopatia, cardiopatia e renais crônicos. Essas pessoas, uma vez adquirindo a gripe podem ter o risco de complicações e até morte.”

Uma série de quatro seminários (Campinas, Bastos, Votuporanga e Boituva) já foi realizada no Estado de São Paulo para discussão do tema com os profissionais da área avícola, pesquisadores, produtores e representantes do setor.

Neste seminário presença dos profissionais da saúde se revestiu de importância com o objetivo de ampliar as ações conjuntas entre os técnicos da Agricultura e Saúde do estado de São Paulo no sentido de uniformizar as informações e dar continuidade aos trabalhos de monitoramentos das aves migratórias e de subsistência visando a prevenção da introdução e disseminação do vírus da Influenza Aviária no plantel avícola do estado de São Paulo.

Por Teresa Paranhos

Outras Informações:

Assessoria de imprensa

Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo

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