Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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30/09/2015

Encontro estadual da Defesa Agropecuária reforça ações contra ameaças da influenza aviária e fiscalização de uso do solo

A Coordenadoria de Defesa Agropecuária, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo reuniu em Bauru, nos dias 29 e 30 de setembro, os representantes de seus 40 Escritórios de Defesa Agropecuária (EDAs) do Estado para debater as prioridades de atuação das regionais. A ameaça da influenza aviária continua sendo o foco na questão animal, já o cancro e o greening são as preocupações na área vegetal, além da preservação do solo. O IV Encontro Estadual de Defesa Agropecuária contou com a presença do secretário Arnaldo Jardim e apresentou oficialmente o novo titular da Defesa Agropecuária, o médico veterinário Fernando Gomes Buchala.

Com auditório da Confederação das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Bauru lotado, o Encontro teve como objetivo alinhar os trabalhos das 40 regionais da Defesa, apresentar demandas e trocar experiências positivas entre as regiões de atuação.

Com o fim do Inverno no Hemisfério Norte, as aves migratórias vêm ao Hemisfério Sul e podem trazer consigo o vírus H5N1, causador da influenza. “Esta reunião serve para renovar os trabalhos de prevenção à doença para preservar as nossas granjas. Orientados pelo governador Geraldo Alckmin, estamos esclarecendo as granjas sobre os cuidados que elas devem ter para evitar a entrada do vírus em suas propriedades”, destacou Arnaldo Jardim.

O secretário lembrou ainda que São Paulo não registrou nenhum foco da influenza, o que tem garantido a abertura de mercados para a produção avícola paulista – nos Estados Unidos, até agora foram registrados 223 focos, forçando o sacrifício de pelo menos 48 milhões de aves e gerando demanda pela carne de frango e ovos. A fiscalização realizada pela Defesa Agropecuária é fundamental para que essa realidade de zona livre em território paulista seja mantida.

Para isso, pediu o secretário, é preciso confiar no trabalho dos agentes fiscalizadores, encará-los não como inimigos das propriedades, mas como aliados. “Não tivemos nenhum foco até o momento justamente porque cuidamos das nossas granjas. O fiscal é alguém que não deixa um mau comportamento comprometer a cadeia produtiva inteira. É preciso compreender essa função do fiscal”, disse Arnaldo Jardim.

A fiscalização será cada vez mais atuante com a chegada das aves do Hemisfério Norte, como garantiu Fernando Gomes Buchala, titular da Coordenadoria. “Nesta reunião discutimos pontos importantes para colocar o sistema de defesa em alerta máximo para evitar a introdução do vírus no país”, contou o coordenador.

O objetivo é capacitar as 40 regionais da Defesa para que estejam prontas para orientar os avicultores sobre como prevenir a entrada da influenza, um trabalho que já vem sendo realizado pela Secretaria em seminários em várias cidades do Estado como Boituva, Campinas, Orlândia e Bastos – a maior produtora de ovos da América Latina, com 18 milhões de unidades ao dia.

O secretário apontou ainda o envolvimento do governador Geraldo Alckmin com a questão, relembrando o lançamento no Palácio dos Bandeirantes da Guia de Trânsito Animal (GTA) eletrônica para aves e ovos, que deixou mais rápida a emissão do documento.

Plantando

Com 16 programas de defesa animal e vegetal em andamento em todo o Estado de São Paulo, a Defesa Agropecuária está de olho na área vegetal, principalmente a citricultura paulista, a maior do Brasil em números de produção e exportação. O foco da Defesa é nos males causados por doenças como cancro cítrico e greening, que inviabilizam a fruta para comercialização e geram prejuízo ao citricultor.

Homens do campo que devem estar atentos ainda a outro ponto importante: o uso e preservação do solo de onde brota sua renda. O evento em Bauru lançou o “Tutorial para aplicação da Resolução SAA – 11, de 15-4-2015”, atualização da Resolução 10, de 1998, que dispõe sobre o uso, a conservação e preservação do solo agrícola no Estado de São Paulo.

O material orienta os técnicos da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) da Secretaria – e os da iniciativa privada também – na elaboração de projetos de conservação do solo – previstos no Decreto n.o 41.719 – para sanar problemas e recuperar áreas de produtores rurais com problema de erosão. É também direcionado aos técnicos da Defesa Agropecuária, que promovem a fiscalização das propriedades e recebem os projetos dos produtores autuados.

A agroindústria artesanal também ganhou atenção especial da Secretaria, que atualmente estuda a revisão da legislação para este tipo de produção como forma de agregar mais produtores à cadeia. “Queremos que estes estabelecimentos que ainda não se regularizaram façam isso. Vamos facilitar essa regularização para o pequeno produtor”, anunciou o secretário. O Estado tem identificados pelo Instituto de Tecnologia dos Alimentos (Ital) da Secretaria pelo menos 13.500 estabelecimentos, número que deve crescer com a revisão da lei.

União

“Queremos fazer uma administração voltada às regionais, visitar todas elas para conhecer os funcionários e saber das demandas”, anunciou Buchala, que assumiu a Defesa Agropecuária neste mês, substituindo Heinz Otto Hellwig. Em uma “transição equilibrada e cheia de profissionalismo”, o novo titular conheceu mais de perto as 33 principais demandas da Defesa que estavam sendo desenvolvidas para dar continuidade a elas. O IV Encontro foi momento de apresentar oficialmente o médico veterinário aos representantes dos 40 EDAs.

Essa reunião do Estado todo foi acompanhada pelo secretário Arnaldo Jardim e vista com bons olhos por quem estava na platéia, como a diretora administrativa Eloane Ramos Evangelista, do Escritório de Avaré. Com um trabalho maior na questão de sanidade de equinos e suínos em sua região, ela revelou boa expectativa com a entrada do novo coordenador e se mostrou contente com a reunião de representantes.

Eloane elogiou o clima produtivo da reunião de todos os diretores, com momentos de interação e troca de experiências, e a abertura do secretário para ouvir os colaboradores de todo o Estado. “Ter esse canal direto com o secretário é muito bom para ele saber o que está acontecendo em cada Escritório, acompanhar o nosso trabalho”, opinou a diretora.

Quem também gostou do IV Encontro Estadual da Defesa Agropecuária foi Helbert Teixeira Santos, diretor administrativo do EDA de Araçatuba, para quem o intercâmbio direto de informações entre os Escritórios, proporcionado pelo evento foi um dos pontos mais positivos. “Reunidos aqui conseguimos ver qual é a necessidade do outro Escritório, as soluções que foram encontradas. Vamos trocando conhecimento para encontrar saídas para os problemas”, contou.

Com um trabalho maior na parte de defesa animal bovina, já que Araçatuba é conhecida como a “Capital do Boi Gordo”, Helbert gostou também da proximidade com o secretário Arnaldo Jardim, do diálogo aberto e franco que foi estabelecido no Encontro. “É bom quando o secretário vem e ouve o que a gente tem a dizer”, comemorou o diretor administrativo.

Por Hélio Filho

Assessoria de imprensa - Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

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