Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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19/11/2015

Encontro técnico em Barretos destaca potencial econômico e ambiental da cultura da seringueira

O mercado da borracha natural e o futuro dos seringais estão sendo discutidos em Barretos, até o dia 20 de novembro de 2015, no IV Encontro Técnico Nacional de Heveicultura, promovido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA). Na abertura do evento nesta quinta-feira, dia 19 de novembro de 2015, o secretário Arnaldo Jardim destacou o potencial econômico e ambiental do setor em território paulista, responsável pela produção de 55% da borracha natural do Brasil.

Ao lado de São José do Rio Preto, Barretos é a maior região produtora de borracha natural no Estado, potencial a ser explorado principalmente para aumentar a produtividade dos heveicultores e gerar renda, tanto com o produto final quanto com plantio de árvores de seringueira. Isso porque essa cultura pode ser uma opção de recomposição ambiental de área para os produtores rurais.

Para Arnaldo Jardim, essa possibilidade “dá um novo rumo para o setor caminhar e aumentar sua produtividade”. O secretário exemplificou esse crescimento citando a meta de mecanização total na colheita de cana-de-açúcar, que pode deixar alguns canavieiros sem opção de renda por, devido aos declives de sua propriedade, não conseguir se adaptar ao novo modelo, formatado pelo Protocolo Agroambiental em 2007.

A heveicultura surge como opção para esse agricultor garantir seu sustento e continuar produzindo em sua terra, principalmente em regiões de forte presença canavieira como Ribeirão Preto e Barretos. A cidade é considerada “a capital da borracha natural de São Paulo”, de acordo com Percy Putz, presidente da Câmara Setorial de Borracha Natural da Secretaria.

Realizar um encontro técnico em um ponto estratégico como este, dentro do Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos (Unifeb), garante que as informações, inovações e experiências sejam multiplicadas, levadas para o campo. Justamente uma das principais recomendações do governador Geraldo Alckmin para a agropecuária: aproximar cada vez mais a pesquisa e a produção.

Outra orientação do governador que deve ser seguida pelo setor é unir a produção, no caso a heveicultura, com a preservação ambiental, garantida com a recomposição das áreas com as seringueiras. Com o adicional de gerar ganho monetário ao homem do campo.

Arnaldo Jardim destacou ainda, na abertura do evento, a atenção especial que é dedicada ao pequeno produtor e agricultor familiar, além de anunciar a liberação até a próxima terça-feira, 24, de recursos para os produtores. O dinheiro estava há oito anos aguardando liberação por parte da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e foi prometida pelo novo superintendente regional de São Paulo da Companhia, Manoel Mário de Souza Barros, em visita ao secretário nesta semana.

O público presente formado por estudantes, técnicos e produtores de vários Estados brasileiros pôde ainda ter a garantia de recorrer à Comissão Técnica de Borracha da Secretaria quando tiver dúvidas, demandas e sugestões. “Estamos à disposição para fazer novas parcerias”, convidou Arnaldo Jardim.

De olho

A programação do IV Encontro inclui palestras sobre os novos clones de seringueira desenvolvidos pelo Instituo Agronômico (IAC), de Campinas, da Secretaria, manejo e controle de ácaros na cultura da seringueira, nematóides, implantação e custos de produção. Outro assunto que despertou o interesse dos participantes foi o mercado de borracha natural, que promete crescer e aumentar a área de 90 mil hectares plantados em território paulista.

Mas não são apenas os paulistas que estão de olho na heveicultura. Com participantes de Estados como Tocantins e Minas Gerais, o Encontro atraiu o futuro engenheiro agrônomo Caio César Silva, que estuda no Instituto Federal do Triângulo Mineiro, em Uberaba. Ele contou que já conhecia a boa fama conquistada pelo evento em suas três edições anteriores e decidiu participar da programação deste ano.

Caio destaca a troca de informações e experiências entre técnicos e estudantes como produtiva, e tem no mercado de borracha natural seu principal foco no evento. “A gente aprende muito com essas pessoas que estão aqui. É preciso se manter sempre atualizado para não ficar para trás”, apontou o futuro agrônomo.

Prospectando futuros clientes na heveicultura, cooperativas e empresas fabricantes de maquinários e insumos para a cultura também expuseram suas novidades. “Aqui é o lugar certo para as pessoas conhecerem os nossos produtos”, enfatizou Natália Muniz, representante de uma fabricante com sede em Colina que produz inovações como uma faca menor para ser usada em seringueiras mais novas, com casca mais fina.

Insumos, maquinários e tecnologia à disposição do heveicultor para que ele realize essa produção casada com preservação ambiental, agregue valor a sua produção e gere renda, mantendo a agropecuária como o setor que ainda resiste à crise. “Mais uma vez, é o setor que, com o perdão do trocadilho, está salvando a lavoura”, finalizou Arnaldo Jardim.

Por Hélio Filho

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