Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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23/08/2016

Extensão e Defesa se unem para promover Fórum Regional de Apicultura em São Paulo

Duas instituições ligadas à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, CATI Regional São Paulo e o Escritório Regional da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, se uniram em um esforço para divulgar e debater o atual maior desafio da apicultura paulista que é o combate e a prevenção ao besouro das colmeias, praga recém-descoberta no Estado e que está tirando a tranquilidade dos apicultores paulistas.

Conhecido como besouro das colmeias, Aethina tumida trata-se de um coleóptero de pequenas dimensões. Em busca de alimento, pode acabar se multiplicando e, em grande número, dizimando as colmeias, embora não ofereça prejuízos ao mel ou aos outros produtos produzidos pelas abelhas. Informações sobre o besouro podem ser obtidas no link: http://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/arquivos/sanidade-animal/nota-tecnica-Aethina-tumida.pdf

Além de apresentar aos mais de 80 participantes do evento o besouro das colmeias, o Fórum teve, também, o objetivo de discutir os “Desafios da Apicultura Paulista” e apresentar temas correlatos como a “Importância das Abelhas para o Meio Ambiente”, palestra proferida pelo pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)–Meio Ambiente, sediada em Jaguariúna; “A importância do Associativismo para a Apicultura”, ministrada por Alcindo Alves, presidente da Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores do Estado de São Paulo (Faamesp); além de temas gerais, como a apresentação da diretora da CATI Regional São Paulo, zootecnista Dayla Ciancio, sobre “O Papel da CATI”, e do médico veterinário José Eduardo Alves de Lima, diretor do Grupo de Defesa Sanitária Animal, sobre “O Papel da Defesa Agropecuária”.

A abertura foi feita pelo coordenador da Defesa, médico veterinário Fernando Gomes Buchala, que tem reafirmado a importante atuação da Defesa Agropecuária paulista no combate a todas as pragas e doenças que venham a comprometer quaisquer atividades agropecuárias desenvolvidas no Estado. “Desde a confirmação, os técnicos da Defesa vêm atuando nas regiões onde foram detectados focos; também foi instituída uma comissão, comandada pelo médico veterinário Elio Noboru Savazaki, que tem percorrido os locais para inspeção”, comentou Buchala. Recentemente foi publicada pela a Portaria 10/2016, que “estabelece procedimentos e normas para o trânsito intraestadual de colmeias, quadros e ceras utilizadas de abelhas (Apis e Melipônias), oriundas dos municípios onde foi constatada a presença da praga”. Até o momento são eles: Piracicaba, São Pedro, Itatinga, Anhembi e Pratânia.

Devido a essa importância, nos Fóruns Regionais realizados até o momento, o primeiro em Botucatu e o segundo em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, houve a preocupação dos organizadores em convidar para palestrante um fiscal regional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para explicar a atuação do órgão federal na aplicação da legislação no que diz respeito à ocorrência de pragas exóticas, caso da Aethina tumida, besouro de origem africana cuja ocorrência foi registrada pela primeira vez no Brasil em 2013 e no Estado de São Paulo, na região de Piracicaba, recentemente, em 2016. Para este Fórum, foi convidado o fiscal agropecuário federal Fábio Paarmann, para esclarecer os participantes quanto à legislação e obrigatoriedade de ação dos apicultores e dos técnicos da Defesa Agropecuária.

Segundo Dayla Ciancio, “quanto aos técnicos da extensão (Cati), cabe o importantíssimo papel de auxiliar na divulgação e conscientização dos apicultores no sentido de verificarem suas colmeias e notificarem a existência de besouros suspeitos, de manterem hábitos de higiene que auxiliem no controle, e de repassar as informações explanadas nos Fóruns Regionais que vêm sendo realizados”.

As palestras sobre “Importância do cadastro e rastreabilidade”, proferida pelo médico veterinário Matheus Braga Martins; “Biologia do Besouro das Colmeias – medidas de controle prevenção”, pela médica veterinária Maria Carolina Guido; e “Ações da Defesa Agropecuária nos focos”, pelo médico veterinário Elio Savazaki, foram as mais esperadas pelos participantes (técnicos e apicultores) vindos das quatro Regionais que participaram do evento: São Paulo, Bragança Paulista, Mogi das Cruzes e Registro.

A CATI Regional Registro compareceu com um grupo de 30 pessoas, sendo 23 apicultores da Associação dos Apicultores do Vale do Ribeira (Apivale), a maioria do município de Juquitiba, onde a atividade tem grande importância econômica. “Acho muito importante apoiar estas iniciativas e realizar um trabalho conjunto entre as Regionais CATI”, afirmou o diretor da CATI Regional Registro, Antonio Eduardo Sodrzeiesk, conhecido como Mamute, que reafirmou o importante papel das abelhas na polinização de várias culturas. Felipe Monteiro de Almeida, diretor da CATI Regional Mogi das Cruzes, também frisou ser este “um assunto não só de importância comercial, mas também ecológica”; e Emmanuel Perdão, diretor-substituto da CATI Regional Mogi das Cruzes, elencou “a importância de se buscar conhecimento para poder repassar aos produtores”.

Foi também em busca de conhecimento que o casal Ângelo e Mariza Correa, que têm uma chácara em Mairiporã participou do Fórum. Eles ainda não iniciaram a criação de abelhas Jataí, mas estão preocupados com o momento. “Estamos ávidos por informações desde que resolvemos transformar a chácara de lazer em uma propriedade lucrativa e o auxílio dos técnicos da CATI está sendo fundamental para nos capacitar, por isso atendemos ao convite feito pela Regional São Paulo. Temos uma mata, uma horta, pensamos em criar peixes em sistema de aquaponia (aproveitamento da água de criação de peixes para irrigação da horta); quem é pequeno tem que diversificar e não pode errar”, afirmaram.

Ao final, em uma mesa-redonda, foram debatidos os principais pontos levantados durante o Fórum. “Ainda há muito a ser discutido e a fazer, mas o mais importante é conscientizar os apicultores sobre a importância de obter informações e de sensibilizá-los para que façam o cadastro dos seus apiários, utilizem o manejo correto de suas colmeias, procurem os órgãos oficiais no caso de encontrarem algum vestígio do besouro. Este Fórum tem, entre outros, o objetivo de organizar o setor e discutir propostas”, argumentou uma das organizadoras do encontro, a médica veterinária Rita Coelho Gonçalves, diretora do Escritório de Defesa Agropecuária de São Paulo.

Fotos: https://www.flickr.com/photos/defesaagropecuariasp/albums/72157672820866236

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