Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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10/05/2016

Guia de Sanidade Vegetal, do Instituto Biológico, é apresentado a engenheiros agrônomos em Campinas

Plataforma online desenvolvida pelo IB reunirá informações e imagens para identificação e manejo de pragas e doenças vegetais

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim participou, no dia 9 de maio, do pré-lançamento do Guia de Sanidade Vegetal, plataforma online desenvolvida pelo Instituto Biológico (IB), da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta). A ferramenta, que estará disponível para consultas no site do instituto a partir de junho, foi apresentada a engenheiros agrônomos que participam do \"XLIII Curso de Pragas para Habilitação de Engenheiros Agrônomos para Emissão de Certificação Fitossanitária de Origem CFO/CFOC\".

A ferramenta reúne rico acervo de informações e imagens das pragas, doenças, inimigos naturais e plantas daninhas de centenas de culturas, possibilitando identificação e alternativas de manejo. \"O Guia de Sanidade Vegetal é uma importante referência não só científica, mas para os produtores rurais, que poderão ter acesso a informações para melhorar a sua produção. É uma iniciativa que diminuirá a distância entre o conhecimento gerado pelos nossos institutos de pesquisa e a produção, uma das diretrizes estabelecidas pelo governador Geraldo Alckmin que temos seguido\", ressaltou Arnaldo Jardim.

Criado a partir do registro das informações por uma equipe de 45 pesquisadores do Instituto, o Guia de Sanidade Vegetal receberá informações que serão avaliadas por uma Comissão Técnica e poderão integrar o banco de dados eletrônico. “O Guia será uma plataforma aberta aos pesquisadores e produtores, possibilitando tanto a colaboração dos profissionais que atuam nas demais coordenadorias da Secretaria, como de pesquisadores nacionais e internacionais”, afirmou o diretor técnico do Instituto, Antonio Batista Filho.

Para a pesquisadora do Centro de Sanidade Vegetal do IB, Josiane Takassaki Ferrari, que coordenou todo o processo de elaboração do Guia, a ferramenta não tem o objetivo de substituir o diagnóstico. “A consulta fará o direcionamento, permitirá que o produtor tenha uma noção de quais pragas podem estar afetando sua produção, saber o nome das doenças, quais os principais sintomas apresentados. O acesso poderá ser feito por tablets, ou seja, o produtor terá condições de consultar as imagens diretamente do campo”, ressaltou.

A ferramenta chamou atenção da coordenadora da Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo (SFA-SP) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Rita Lourenço. “Ao longo dos últimos anos, o Instituto Biológico tem sido um grande parceiro do Ministério e esta ferramenta certamente agregará uma importante contribuição, fazendo com que se possa ver, por meio de imagens, as informações técnicas”, observou Rita.

Certificação Fitossanitária

Secretário reforçou importância de aproximar conhecimento gerado pela pesquisa e a produção

O curso ministrado pelo Instituto Biológico em parceria com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) será realizado até 13 de maio, no Centro Experimental Central do IB, em Campinas. Habilitará 29 engenheiros agrônomos a atuarem como consultores em propriedades agropecuárias a evitarem a entrada de pragas de relevância econômica em locais que não registraram suas ocorrências ou já comprovaram estar livres e com suas disseminações controladas. “Trata-se de um dos métodos mais importantes de preservação do patrimônio financeiro e alimentar”, disse Harumi Hojo, pesquisadora do IB. Por ser referência no manejo de pragas e doenças vegetais, o curso chega a receber profissionais de outros Estados. A habilitação é válida por cinco anos, podendo ser prorrogada por igual período.

De acordo com A engenheira agrônoma do Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) de Araraquara, Cristina Abi Rached Iost, que coordena o curso, esta edição procurou trazer um enfoque do manejo de pragas previstas na diretiva da comunidade europeia, para atender especialmente às exigências de exportação de citrus. “Como há uma grande dinâmica de trabalho desses profissionais, sendo que sempre podem surgir novas pragas, há a possibilidade de fazer as inclusões nesse curso, que permitem que ele se atualize com novos conhecimentos para melhor orientar os produtores”, disse.

O coordenador da Defesa Agropecuária, Fernando Gomes Buchala, ressaltou a integração entre as coordenadorias da Pasta Agrícola para a realização da habilitação. “É uma materialização do que já estamos trabalhando, na integração da Defesa Agropecuária e dos institutos de pesquisa da Apta, para criar um diferencial, onde a pesquisa, o diagnóstico e a defesa trabalham juntos para melhorar a produção paulista”.

Para o secretário Arnaldo Jardim, a integração entre as equipes se reverte em muitos benefícios para o engenheiro, que transfere os conhecimentos aos produtores. “Não se cansem, sejam inquietos nos questionamentos, aproveitem o acervo de conhecimento trazido por esta equipe de profissionais da Secretaria, para fazer com que este curso seja muito produtivo”, conclamou.

Conhecimento e valorização

O engenheiro Eduardo Feichtenberger, que ministrará palestras sobre as doenças na produção de citrus no dia 11, afirmou que “as orientações capacitarão os profissionais para lidarem com a Gomose de Phytophthora, Pinta Preta, Verrugose e Mancha Marrom de Alternaria. Este curso tradicionalmente realizado pela Secretara é muito importante porque fornece aos engenheiros agrônomos uma habilitação para atuarem tanto em nível estadual como federal, uma vez que eles são responsáveis técnicos pelas propriedades, fazendas, viveiros e estão subordinados aos programas de CFO”.

O engenheiro agrônomo Rodolfo Valentim, de Jaguariúna, participa do curso por ver um grande potencial de informações para atender às suas necessidades profissionais. “Quando se fala em certificação, temos como referência maior qualidade e o controle direto de eventuais pragas que possam atingir a produção”, explicou.

O consultor Nilton Amaral, de Botucatu, buscou o curso para abrir novas possibilidades de atuação. “A propriedade na qual atuo produz laranja para indústria, mas neste ano, por questão de preço, recebemos oferta para comercialização de laranja in natura, que exige esta habilitação. Por isso, tomei conhecimento da importância desta certificação e estarei preparado para fazer o acompanhamento da produção desde o início, já que o produtor sinalizou interesse no fornecimento para este mercado”, contou. “A habilitação em CFO é uma forma de valorizar ainda mais as atividades do engenheiro agrônomo, que exerce responsabilidade técnica e tem melhores condições de orientar os produtores”, disse Amaral.

Por: Paloma Minke

Assessoria de Comunicação

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