Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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01/02/2016

Secretaria de Agricultura recebe 10.041 relatórios de inspeção do greening e cancro

Os relatórios têm como base as inspeções realizadas durante o segundo semestre de 2015

O produtor de citros está ciente do compromisso de realizar as inspeções no pomar para verificar a presença de sintomas do Huanglongbing (HLB-greening) e do cancro cítrico, duas doenças que comprometem a produção e a economia.

Com base nos 10.041 relatórios de inspeções do greening e do cancro cítrico informados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do sistema informatizado, mantido pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária, 178.061.147 plantas cítricas foram inspecionadas no estado de São Paulo durante o segundo semestre de 2015.

Do total inspecionado, 6.678.045 plantas cítricas foram eliminadas, sendo que 1.641.286 apresentavam sintomas do greening, 36.853 com sintomas do cancro cítrico, 1.507.916 por mudança de atividade, 1.375.340 por reforma e 2.116.650 por outros motivos. O maior percentual de plantas eliminadas (27,64%) tinha de 8 a 12 anos.

No mesmo período, foram replantadas 869.946 plantas cítricas e realizado o plantio de 5.529.579 plantas novas.

“É compromisso do produtor, zelar pela sanidade do seu pomar para evitar a disseminação de pragas que possam comprometer sua lavoura e as de seus vizinhos, mantendo as ações que foram estabelecidas, ou seja, realizar, no mínimo, uma inspeção obrigatória por trimestre (no mínimo duas a cada semestre), eliminar as plantas com sintomas, realizar o controle preconizado e informar o órgão oficial de defesa agropecuária”, disse Vicente Paulo Martello, que é o diretor do Centro de Defesa Sanitária Vegetal, da coordenadoria.

Os prazos estabelecidos para informar as inspeções são fixos: até 15 de julho, relativo ao primeiro semestre e até 15 de janeiro para as inspeções realizadas durante o segundo semestre do ano anterior. “O sistema eletrônico possibilita ao produtor informar a inspeção no mesmo dia em que ela é realizada, evitando concentrar a ação no final do semestre e perder a data final de entrega”, completou Martello.

Os produtores que deixaram de relatar as inspeções no semestre serão notificados para que apresentem o relatório. A não entrega sujeita a multas que variam de 100 a 500 unidades fiscais do estado de São Paulo (Ufesps). O valor de cada unidade é de R$ 23,55.

Os dados da citricultura, com base no segundo semestres de 2015, estão disponíveis na página da Defesa Agropecuária, no endereço: http://www.cda.sp.gov.br/www/gdsv/index.php?action=dadosCitriculturaPaulista

Mesmo não encontrando plantas cítricas com sintomas de greening e cancro cítrico ou tendo eliminado todas as plantas cítricas durante o semestre é preciso preencher o relatório e enviá-lo, pois a legislação estabelece que o procedimento é de comunicação obrigatória.

GREENING - para o greening ainda não existe tratamento curativo, nem variedade resistente. Quando contaminadas, as plantas novas não chegam a produzir e as plantas adultas tornam-se improdutivas dentro de 2 a 5 anos. O controle da doença é feito através de inspeções constantes pelo citricultor. As plantas com sintomas da doença devem ser eliminadas para eliminar as fontes de inoculo e controle do vetor da doença que é o psílideo (Diaphorinacitri).

CANCRO CÍTRICO – doença causada pela bactéria Xanthomonascitrisubsp. citri. O método adotado para a supressão da doença é a eliminação da planta contaminada e a pulverização, com calda cúprica na concentração de 0,1% de cobre metálico, de todas as plantas de citros, que estiverem em um raio perifocal de, no mínimo, 30 metros medidos a partir da planta eliminada contaminada. A pulverização deverá ser repetida a cada brotação (Resolução SAA-147, de 31-10-2013).

Por Teresa Paranhos

Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Coordenadoria de Defesa Agropecuária

Assessoria Imprensa

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