Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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22/03/2017

Regiões de Bragança Paulista, Fernandópolis e Marília recebem equipes de controle da raiva dos herbívoros

Equipes de técnicos agrícolas do controle da raiva dos herbívoros da Secretaria de Agricultura e Abastecimento realizam, de até amanhã (24/03), inspeções dos abrigos de morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue) nas regiões dos Escritórios de Defesa Agropecuária (EDA) de Bragança Paulista, Fernandópolis e Marília.

O trabalho das equipes é inspecionar os abrigos já cadastrados e, com a ajuda dos produtores, localizar possíveis novos abrigos. Além disso, os técnicos orientam os produtores rurais sobre o controle da doença, o uso da pasta vampiricida nos animais que apresentam mordeduras por morcegos e a vacinação em regiões de risco. “É importante lembrar que os morcegos não devem ser manipulados. Ao notar mordeduras nos animais, o criador deve comunicar EDA da região”, orienta o médico veterinário da Secretaria, Paulo AntonioFadil, responsável pelo Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros junto à Coordenadoria de Defesa Agropecuária.

A raiva é uma doença que não tem cura e traz prejuízo econômico ao produtor. O controle populacional do Desmodus rotundus, realizado pelo serviço oficial de defesa, é um método que dever ser utilizado apenas por pessoal habilitado e imunizado, devido a necessidade de conhecimento para a identificação dos morcegos capturados e o alto risco de contrair a doença por quem os manipulem.

“O trabalho de inspeção dos abrigos, realizado pela Secretaria, através da Defesa Agropecuária é voltado à proteção da saúde dos animais e da saúde do produtor rural e sua família”, disse Fernando Gomes Buchala, coordenador da Defesa.

Controle

O controle populacional dos morcegos hematófagos é de extrema importância, pois esses animais são transmissores da raiva, uma zoonose grave e letal para os animais e seres humanos. No meio rural, os animais mais comumente afetados pela raiva são os bovinos e equídeos, mas todos os mamíferos são suscetíveis à doença. Estes animais, quando doentes, apresentam sinais neurológicos, sendo que os mais comuns são a paralisia dos membros, a agressividade e a salivação.

“Apesar da vacinação contra a raiva não ser obrigatória, é recomendado que os produtores rurais vacinem os animais dos rebanhos nas regiões onde existe ocorrência endêmica da doença e onde o relevo regional favorecer a existência dos abrigos para o morcego transmissor”, explicou Fadil.

Os morcegos hematófagos geralmente buscam abrigos em tocas, grutas, bueiros, túneis, minas, casas abandonadas e ocos de árvores. Tendo conhecimento desses abrigos, o produtor deve entrar em contato com uma unidade oficial de defesa agropecuária para informar.

Outras informações nos Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) de Bragança Paulista (11 - 4033-7386), Fernandópolis (17 - 3462-5468) e Marília (14 - 3413-5173).

Por Teresa Paranhos

Assessoria de Comunicação

Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

(19) 3045.3350