Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
Facebook Twitter Youtube Flickr
30/03/2017

Secretaria intensifica as ações para mitigar os riscos de ocorrência da Influenza Aviária

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, intensificará suas ações para mitigar os riscos de ocorrência da Influenza Aviária. A afirmação foi do Coordenador da Defesa, Fernando Gomes Buchala, durante o XV Congresso da Associação Paulista de Avicultura (APA), realizado de 21 a 23 de março, em Ribeirão Preto.

Buchala, juntamente com o médico veterinário Luciano Lagatta, responsável pelo Programa Estadual de Sanidade Avícola se reuniram com médicos veterinários que trabalham no convênio entre a Secretaria e a APA no sentido de direcioná-los para as atividades de vigilância da influenza aviária e continuar mantendo o território como livre da doença.

A preocupação com a doença causada pelo vírus Influenza que atinge aves silvestres (aquáticas principalmente) e domésticas começou no final de 2016, quando foram registrados episódios ativos na Europa, com registros na França e Itália. Mas, o que causou preocupação da Secretaria foram os registros da doença no Chile.

Em função desse episódio foram publicadas notas técnicas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Secretaria de Saúde, Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa) e pela Defesa Agropecuária, colocando o setor em alerta para a influenza aviária.

Buchala disse que a Defesa Agropecuária vai “intensificar as ações relacionadas à avicultura de subsistência, dos sítios de aves migratórias, das aves silvestres e de zoológicos de centros de triagem para ampliar a capacidade de detecção numa possibilidade da introdução do agente no nosso Estado”.

O setor produtivo também está em alerta sanitário, fazendo uma atenção especial em biosseguridade e o setor da genética está trabalhando na proposta de compartimentação, disse o coordenador.

A compartimentação é uma blindagem do sistema. São todas as operações que a empresa realiza tendo uma blindagem sanitária. O compromisso é que durante este semestre o setor faça junto com o serviço público todo um exercício para os protocolos de compartimentação e que até novembro de 2017 cada uma das empresas de genética do Estado apresente o seu projeto para que a Defesa de São Paulo possa submetê-los ao Mapa, passar pelos processos de auditorias e verificações para que em 2018 a genética do estado de São Paulo esteja compartimentada para a questão da influenza aviária. “Isso faz com que, numa possibilidade de ocorrência da IA no território paulista, essas empresas possam continuar mantendo a comercialização dos seus produtos, podendo demonstrar que esses produtos têm riscos mitigado para a IA”, concluiu Buchala.

Para Lagatta a reunião foi importante para a “padronização e definição de avaliação de resultados e metas com o objetivo de padronizar não só as atividades voltadas à vigilância epidemiológica da influenza aviária, mas da doença de newcastle, salmonelose e micoplasmose”.

Por Teresa Paranhos

Assessoria de Comunicação

Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

(19) 3045.3350