Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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25/08/2017

93,94% das fêmeas bovídeas de 3 a 8 meses foram vacinadas contra a brucelose durante o primeiro semestre

Para prevenir a introdução da brucelose no rebanho, a medida mais simples e eficaz é adquirir bovídeos (bovinos e bubalinos) com o atestado negativo para brucelose. Outra medida igualmente eficaz é vacinar todas as bezerras fêmeas entre 3 a 8 meses de idade. Os bezerros machos não precisam ser vacinados.

Dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, relativos ao primeiro semestre de 2017 disponibilizados pelo sistema informatizado Gedave, mostram que do total de 526.563 fêmeas bovídeas existentes na faixa etária estabelecida para receber a vacina no Estado, 93,94% foram vacinadas contra brucelose. O índice alcançado no mesmo período no ano anterior foi 93,33%.

A vacinação de fêmeas bovinas foi superior ao de fêmeas bubalinas. O relatório mostra que do total de 517.934 fêmeas bovinas, 94,02% receberam a vacinação e das 3.040 búfalas existentes no semestre, 81,02% foram vacinadas.

Apesar de a percentagem ser alta a situação ainda é preocupante para o criador e para o rebanho bovídeo total do Estado, pois 30.983 fêmeas bovinas e 577 fêmeas bubalinas não foram vacinadas.

“O número de animais que ficaram sem a proteção é representativo e compromete todo o esforço do Governo e dos criadores conscientes e empenhados na erradicação da doença”, disse Klaus Saldanha Hellwig, que junto à Defesa Agropecuária responde pelo Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose.

Outro dado preocupante em relação ao primeiro semestre é que 7.926 propriedades com registro de fêmeas bovídeas com 3 a 8 meses deixaram de realizar a vacinação e proteger seus animais.

A brucelose é uma doença infecto-contagiosa causada pela bactéria Brucella. Nos bovinos pode causar aborto; nascimento de bezerros fracos; retenção de placenta; repetição de cio e descargas uterinas com grande eliminação da bactéria, além de inflamação nos testículos, causando prejuízos econômicos aos criadores.

A vacinação contra a brucelose deve ser realizada por um profissional médico veterinário, cadastrado na Coordenadoria de Defesa Agropecuária, da Secretaria. “Por ser uma vacina viva, pode infectar o manipulador. O médico veterinário, além de garantir a correta aplicação e cuidados de manipulação, fornece o atestado de vacinação ao produtor”, explicou Hellwig.

Por meio do site da Defesa Agropecuária (www.defesa.agricultura.sp.gov.br) o criador tem acesso ao cadastro de aproximadamente três mil médicos veterinários executores da vacinação de brucelose e aproximadamente mil médicos veterinários treinados para a realização de diagnóstico de brucelose e tuberculose.

No Estado de São Paulo a vacinação é obrigatória desde 2002 e o calendário de vacinação estabelece que as fêmeas vacinadas de dezembro a maio devem ser declaradas no sistema Gedave até 7 de junho; e as vacinadas entre os meses de junho e novembro devem ser informadas até 7 de dezembro.

Deixar de vacinar ou comunicar a vacinação à Defesa Agropecuária dentro do prazo estabelecido implica em multa de 5 Ufesps, ou seja R$ 125,35 por cabeça por deixar de vacinar, e 3 Ufesps, ou seja R$ 75,21 por cabeça por deixar de comunicar a vacinação. O valor de cada Ufesp - Unidade Fiscal do Estado de São Paulo vale R$ 25,07.

O Gedave é o Sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal, da Secretaria, vinculado à Coordenadoria de Defesa Agropecuária, que é o órgão responsável pela sanidade animal e vegetal no Estado de São Paulo.

Por Teresa Paranhos

Assessoria de Comunicação

Secretaria de Agricultura e Abastecimento

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