Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
Facebook Twitter Youtube Flickr
17/08/2017

Em dia histórico, São Paulo elimina últimos remanescentes do agrotóxico BHC existentes no Estado

O governador Geraldo Alckmin, acompanhado dos secretários de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, e do Meio Ambiente, Ricardo Salles, concluiu, em Taubaté, a incineração dos defensivos agrícolas de uso proibido remanescentes no Estado, inclusive o BHC – hexaclorobenzeno, considerado altamente poluente e nocivo à saúde humana.

O evento é resultado de um trabalho realizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio das Coordenadorias de Defesa Agropecuária e de Assistência Técnica Integral; a Pasta ambiental, por meio da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), para promover a correta destinação dos produtos, prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente.

“Essa é uma iniciativa que nos orgulha. A destinação dos produtos obsoletos, que eram utilizados há 30 anos e hoje nem podem mais ser usados, resolve um problema do agricultor, com a incineração de reconhecimento internacional que dá fim no produto”, afirmou o governador, destacando a produção sustentável e o desempenho da agricultura. “A agricultura dá boas notícias, é campeã de geração de emprego, da safra, da Balança Comercial, do avanço tecnológico. O Brasil é um belo exemplo para o mundo.”

Com a colaboração de 327 agricultores de 149 municípios, que declararam a existência de cerca de 300 toneladas dos produtos ainda armazenados em suas propriedades, todo o volume foi identificado pela equipe da Pasta agrícola. O material foi recolhido e transportado por meio de ação do inPEV, com monitoramento dos trabalhos pela Cetesb.

A ação é fruto de um esforço compartilhado entre os produtores, sindicatos, associações, cooperativas, indústria, comércio e poder público que se articularam de forma inédita para garantir uma ação ambientalmente sustentável.

O secretário Arnaldo Jardim reforçou a determinação do governo paulista de uma produção harmônica com o meio ambiente. “A produção não pode ser conflituosa com a preservação. Se a sociedade brasileira não percebe isso e se temos um passado de contradições, temos que mostrar que a agropecuária de São Paulo e do Brasil é sustentável, um exemplo para o mundo e determinante para o crescimento que queremos”.

“É o momento de disseminar conhecimento sobre conservação ambiental e boas práticas no campo. Sempre em nome da saúde do planeta e das futuras gerações”, afirmou o diretor-presidente do InpEV João Cesar Rando.

O uso do BHC está proibido no Brasil desde 1985, pois sua composição é altamente nociva ao ser humano, podendo causar danos irreversíveis ao sistema nervoso central. Muitos produtores mantinham estoques ou embalagens antigas em suas propriedades, por não saber como descartá-los corretamente.

Além da incineração, o governador, acompanhado do secretário da Pasta Estadual, Arnaldo Jardim e do secretário-adjunto, Rubens Rizek Jr., visitará uma das mais modernas fábricas de reciclagem de embalagens de produtos agrícolas, do Sistema Campo Limpo, do inPEV, que realiza a logística reversa dos recipientes vazios.

O programa iniciado em 2002, já destinou corretamente mais de 420 mil toneladas de embalagens vazias dos produtos em todo o País. No Dia Nacional do Campo Limpo, comemorado no dia 18, serão realizadas ações em mais de 100 unidades de recebimento de embalagens vazias de defensivos em 22 Estados do País.

Sobre o Dia Nacional do Campo Limpo - O Dia Nacional do Campo Limpo foi instituído no calendário brasileiro em 18 de agosto, por meio da Lei Federal 11.657 de 16 de abril de 2008. Mais de um milhão de pessoas, de todo o país, já participaram das comemorações; em 2016 foram mais 70 mil participantes.

A celebração da data é realizada pelas centrais de recebimento de embalagens vazias, com apoio do inpEV, seus associados fabricantes de defensivos agrícolas, entidades representativas do setor (Associação Brasileira do Agronegócio - Abag, Associação Brasileira dos Defensivos Genéricos - Aenda, Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários - Andav, Associação Nacional de Defesa Vegetal – Andef, Associação dos Produtores de Soja - Aprosoja, Confederação da Agricultura - CNA, Organização das Cooperativas do Brasil - OCB e Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal - Sindiveg), organizações públicas (governo municipal e estadual) e privadas, além de outros apoiadores locais.

Por Paloma Minke

Fotos: Paulo Prendes - https://www.flickr.com/photos/agriculturasp/albums/72157687683002006