Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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05/04/2018

São Paulo apresenta estratégias para a campanha de vacinação contra a febre aftosa e comemora o avanço do status do País

Esta semana uma série de atividades comemorativas está sendo promovida em âmbito nacional, em comemoração ao anúncio da conquista de todo o território brasileiro como livre da febre aftosa devido a certificação a ser expedida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em maio próximo, aos estados do Amapá, Amazonas e a parte restante do Pará, como livre da febre aftosa com vacinação.

Nota do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) atribui à situação atual do País ao “resultado de um esforço hercúleo, com conquista sólida, gradativa, que permitiram superar momentos difíceis”. A nota enaltece ainda a “gerações de técnicos, produtores rurais e empreendedores, pelo trabalho coordenado e compartilhado com os órgãos oficiais e setor privado organizado em um mesmo propósito”. O propósito final é tornar o País livre da febre aftosa, propiciando o crescimento e a valorização do patrimônio pecuário nacional.

Inversão do calendário em São Paulo

Imbuído desse propósito, o estado de São Paulo a partir deste ano inverteu o calendário de vacinação contra a febre aftosa para uniformizar com os demais Estados da Federação com vistas à retirada da vacinação em 2021. Na primeira etapa da campanha, a ser realizada durante o mês de maio, deverão ser vacinados todos os animais do rebanho, bovinos e bubalinos, independente da idade. O rebanho paulista é estimado em 11 milhões de cabeças.

A retirada da vacinação contra a febre aftosa está prevista no Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa, do Mapa. Para São Paulo, que pertence ao grupo IV, juntamente com os estados da Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins, a previsão é em 2021.

Para traçar as estratégias da campanha, que tem início no dia 1º de maio no Estado, médicos veterinários da Secretaria de Agricultura e Abastecimento que atuam nas 40 regionais da Coordenadoria de Defesa Agropecuária estiveram reunidos nos dias 4 e 5 de abril, na sede do Escritório de Defesa Agropecuária (Eda) de Bauru.

Até o início da campanha, o serviço veterinário oficial de defesa agropecuária deve se dedicar à divulgação da campanha, com um fluxo de informações clara e objetiva para que todo produtor seja informado e nada possa causar empecilho ou dificultar a vacinação.

Durante o mês da campanha equipes percorrem os estabelecimentos que comercializam a vacina para verificar, além do estoque existente, as condições de armazenamento e temperatura. Também vão a campo para fiscalizar, de modo amostral, as vacinações. Nesse procedimento realizam a verificação da nota fiscal de compra das vacinas, a conservação do produto, do número de animais e a aplicação da vacina. Outra atividade é a realização de vacinações assistidas. O procedimento é o mesmo realizado na fiscalização e o profissional da Defesa deve acompanhar toda a vacinação. Finda a campanha, as equipes iniciam a visita às propriedades que deixaram de informar a vacinação.

A vacinação contra a febre aftosa é obrigatória. Deixar de vacinar e de comunicar a vacinação sujeita o criador a multas de 5 Ufesps (128,50 reais) por cabeça por deixar de vacinar, e 3 Ufesps (77,10 reais) por cabeça por deixar de comunicar. O valor de cada Ufesp - Unidade Fiscal do Estado de São Paulo é 25,70 reais.

Por Teresa Paranhos

Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária

Telefone: (19) 3045.3447