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10/06/2020

Vazio sanitário da soja é realizado de 15 de junho a 15 de setembro no estado de São Paulo

De 15 de junho a 15 de setembro é estabelecido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento o vazio sanitário da soja no Estado de São Paulo, uma estratégia de manejo que tem a finalidade de reduzir a sobrevivência do fungo causador da Ferrugem Asiática (Phakopsora pachyrhizi) durante a entressafra e assim atrasar a ocorrência da doença na safra.

A legislação – Resolução SAA-9, de 15/03/2007 – estabelece que é de responsabilidade do produtor rural eliminar plantas voluntárias de soja nas culturas subsequentes e que compete à Coordenadoria de Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria, fiscalizar o cumprimento desta resolução durante todo o vazio sanitário.

No Estado de São Paulo, as maiores áreas de produção de soja estão concentradas nas regiões Oeste e Sudoeste. Dados da Coordenadoria de Defesa Agropecuária mostram que, em 2019, foram fiscalizadas 256 propriedades nas regionais dos Escritórios de Defesa Agropecuária de Araçatuba, Araraquara, Assis, Avaré, Botucatu, Campinas, Catanduva, Fernandópolis, Franca, General Salgado, Guaratinguetá, Itapetininga, Itapeva, Jaboticabal, Jales, Jaú, Limeira, Marília, Mogi Mirim, Orlândia, Ourinhos, Pindamonhangaba, Piracicaba, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Ribeirão Preto, Sorocaba e Votuporanga.

“O plantio experimental para pesquisa científica da soja durante o vazio sanitário é a única exceção na legislação, mas a lavoura deve ser autorizada pelo órgão oficial de defesa, monitoradas e controladas durante todo o período do vazio pelo responsável técnico”, diz o engenheiro agrônomo da Secretaria, Marcelo Jorge Chaim, que junto à Defesa Agropecuária responde pelo Grupo de Defesa Sanitária Vegetal. Em 2019, foram recebidas seis solicitações de plantio experimental.

O fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da Ferrugem Asiática, foi detectado no Brasil no final da safra 2000/2001 e após duas safras já estava presente na maioria das regiões produtoras de soja do país. Com o vazio sanitário o ciclo do fungo é quebrado, reduzindo a quantidade de esporos e a sua sobrevivência durante a entressafra, atrasando a ocorrência da doença.

Por Teresa Paranhos