Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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26/10/2021

Campanha de vacinação contra a febre aftosa em São Paulo começa no dia 1º de novembro

Cinco milhões de bovídeos de zero a 24 meses de idades devem ser vacinados

A segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa no estado de São Paulo começa na segunda-feira, 1º de novembro. Devem ser vacinados bovinos e bubalinos com zero a 24 meses de idades. Nesta faixa etária, estão registrados no sistema Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave), 5 milhões de cabeças. O prazo para imunização do rebanho se encerra no dia 30 de novembro e o produtor tem até o dia 7 de dezembro para comprovar a vacinação, informa a Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A vacinação de outros animais é proibida.

Como vacinar

A primeira providência é adquirir as vacinas em estabelecimentos cadastrados junto à Coordenadoria de Defesa Agropecuária. Isso porque todo o estoque de vacina disponível no Estado para comércio durante a etapa da campanha é cadastrado pela revenda no sistema Gedave.

No momento da compra, o volume adquirido pelo criador é transferido, por meio do sistema, para o estoque da propriedade, o que facilita a declaração da vacinação. A legislação proíbe o uso de vacinas adquiridas em etapas de vacinações anteriores.

A vacina, que nunca pode ser congelada, deve ser mantida entre 2 e 8 graus Celsius, tanto no transporte como no armazenamento, usando uma caixa de isopor, com dois terços de seu volume em gelo para que a vacina não perca sua eficácia.

Para realizar a vacinação deve ser escolhido o horário mais fresco do dia, classificando os animais por idade (era) e sexo, para evitar acidentes.

Usar seringas e agulhas novas e higienizadas, sem o uso de produtos químicos (nem álcool, nem cloro). O local da aplicação é no terço médio do pescoço (tábua do pescoço) por via subcutânea (abaixo do couro). Independentemente da idade, a dose é de 2 ml de vacina. As agulhas devem ser substituídas com frequência (a cada 10 animais), para evitar infecções e os frascos devem ser mantidos resfriados durante a operação. O criador deve se organizar para fazer a vacinação dentro do prazo estabelecido pela legislação, ou seja, de 1º a 30 de novembro.

Como declarar

A declaração da vacinação deve ser realizada, de preferência, por meio eletrônico, através do Gedave, no endereço www.gedave.sp.gov.br. Quando não for possível, o produtor poderá acessar a declaração manual na internet, em https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/www/programas/getdocdoc.php?idform=360 e encaminhá-la por e-mail. Em último caso, o produtor poderá entrar em contato com as regionais de Defesa Agropecuária. Os telefones e endereços eletrônicos estão disponíveis em www.defesa.agricultura.sp.gov.br

Devem ser declarados todos os animais de outras espécies existentes na propriedade, tais como equídeos (equinos, asininos e muares), suídeos (suínos, javalis e javaporcos), ovinos, caprinos e aves (granjas de aves domésticas, criatórios de avestruzes).

Deixar de vacinar e de comunicar a vacinação sujeita o criador a multas de 5 Ufesps (145,45 reais) por cabeça por deixar de vacinar, e 3 Ufesps (87,27 reais) por cabeça por deixar de comunicar. O valor de cada Ufesp - Unidade Fiscal do Estado de São Paulo é 29,09 reais.

Vigilância Ativa

De acordo com a Secretaria, as equipes da Coordenadoria de Defesa Agropecuária iniciam os procedimentos bem antes do início da campanha, percorrendo os estabelecimentos que comercializam a vacina para verificar, além do estoque existente, as condições de armazenamento e temperatura.

“A atividade prossegue durante o mês da campanha, fiscalizando, de modo amostral, as vacinações. Nesse procedimento realizam a verificação da compra das vacinas, a conservação do produto, do número de animais e a aplicação da vacina. Outra atividade é a realização de vacinações assistidas. O procedimento é o mesmo realizado na fiscalização e o profissional da Defesa deve acompanhar toda a vacinação”, disse médico veterinário Adriano Debiazzi, que junto à Coordenadoria responde pelo Programa Estadual de Controle e Erradicação da Febre Aftosa. Após o encerramento da campanha, as equipes iniciam a visita às propriedades que deixaram de informar a vacinação.

Em todas estas atividades, a atenção dos médicos veterinários da Defesa Agropecuária estará focada na investigação epidemiológica para certificar a ausência de qualquer sinal de doenças em animais suscetíveis à febre aftosa. Esta vigilância ativa é necessária, visto que o Estado está em processo de reivindicar o status de livre da febre aftosa sem vacinação.

Para o médico veterinário Affonso Marcos, diretor do Grupo de Defesa Sanitária Animal, “importante também é o criador inspecionar sempre os seus animais e informar imediatamente a ocorrência de qualquer enfermidade no rebanho ao serviço veterinário oficial”.

Por Teresa Paranhos