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15/02/2021

Duas toneladas de produtos impróprios para o consumo foram apreendidos em Cafelândia

Atualizado em 15/02/2021 às 00h00

Duas toneladas de produtos impróprios para o consumo foram apreendidos em Cafelândia

Tripas utilizadas como envoltórios para linguiças e outros embutidos repletas de moscas e em varais de bambu

Uma equipe da Coordenadoria de Defesa Agropecuária do estado de São Paulo deflagrou na última quinta-feira, dia 11 de fevereiro, uma triparia clandestina no município de Cafelândia, região do Escritório de Defesa Agropecuária de Lins. A ação foi realizada em conjunto com a Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e prefeitura local.

Em franca produção a triparia foi localizada em um pequeno sítio na área periurbana em meio a intensa vegetação. Apesar de rudimentar, era composta por dois barracões interligados e repletos de tripas estendidas em várias de bambú. Mal cheiro, piso de terra batida, paredes de tijolos aparentes, cães e fezes destes por toda a área de produção se misturavam com tripas, moscas, entulho e lixo. Foram apreendidos quase 2.000 quilos de produtos impróprios para consumo.

“Produtos de origem animal, como tripas que são utilizadas como envoltórios para linguiças e outros embutidos, quando produzidos em estabelecimentos sem registro em órgão de inspeção oficial, não há como assegurar a saudabilidade do produto e o risco de se contrair uma toxinfecção ingerindo esse produto passa ser bem alto”, disse João Gustavo P. Loureiro, médico veterinário e assistente de gabinete da Coordenadoria, que participou da ação. Loureiro destacou ainda que \"a retirada de circulação deste tipo de produto e o fechamento desta fábrica clandestina é sem dúvida uma conquista do ponto de vista de saúde pública\".

A destruição dos produtos apreendidos foi feita em caldeira do frigorífico JBS de Lins, por meio de contato com um auditor federal que atua no estabelecimento.

Proprietária responderá por crime contra as relações de consumo podendo pegar até cinco anos de reclusão. Ela ainda foi autuada, podendo pagar uma multa de R$28.080,00.

Por Teresa Paranhos

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