Secretaria de Agricultura e Abastecimento

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17/12/2021

Laboratório do Ital amplia capacidade de pesquisa e desenvolvimento de bactérias láticas e probióticas

Atualizado em 17/12/2021 às 00h00

Laboratório do Ital amplia capacidade de pesquisa e desenvolvimento de bactérias láticas e probióticas

Nova estrutura integra área de Biotecnologia do Centro de Tecnologia de Laticínios do órgão da Secretaria de Agricultura de SP

Diante da crescente demanda dos consumidores por alimentos fermentados e funcionais, o Instituto Tecnologia de Alimentos (Ital), vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, acaba de inaugurar o Laboratório de Fermentações na área de Biotecnologia de seu Centro de Tecnologia de Laticínios (Tecnolat).

Voltada a estudos da produção de fermentos em escala laboratorial, a nova estrutura amplia a capacidade de pesquisa e desenvolvimento de novos processos e produtos que envolvem bactérias láticas e probióticas, principalmente biomassa e meios de cultura de menor custo, como aqueles à base de soro de queijo. Entre recursos humanos e infraestrutura, o investimento é de R$ 209 mil dentro do Plano de Desenvolvimento Institucional em Pesquisa (PDIP), financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A inauguração faz parte do Programa de Metas do governo estadual.

“O grande interesse do público pela variedade de alimentos e bebidas que priorizem a saúde tem desafiado a indústria a produzir grandes quantidades de culturas viáveis que sejam funcionais e estáveis durante o processamento das matérias-primas e o armazenamento de produtos, além de serem acessíveis para as diferentes classes sociais e ambientalmente sustentáveis”, ressalta a pesquisadora responsável pelo novo laboratório e diretora do Tecnolat, Adriana Torres.

Segundo Adriana, as bactérias ácido láticas (BAL) e probióticas têm numerosas aplicações na indústria de alimentos e farmacêutica, sendo amplamente utilizadas tanto para produção de derivados lácteos e suplementos alimentares quanto para trazer características tecnológicas durante o processamento como a bioconservação, ou seja, conservação de alimentos e bebidas por métodos biológicos. “A necessidade do Laboratório de Fermentações partiu da dificuldade em produzir culturas de BAL em larga escala por serem microrganismos fastidiosos: a produção de biomassa com concentrações de 1010 células viáveis por grama ou mililitro implica usar os mais diversos meios de cultivo, adequados para cada espécie”, explica.

Com climatização e informatizada, a nova estrutura é composta por um fermentador de bancada (com um biorreator), um sistema de monitoramento contínuo de acidificação e incubadoras com agitação. Além de um fermentador com um conjunto de seis biorreatores automáticos, que trabalham de forma independente para controle de diferentes parâmetros (como pH, agitação, temperatura e oxigenação) e monitoramento do desempenho dos processos em tempo real. Este fermentador com seis biorreatores está sendo utilizado pela BioinFood, startup instalada no Tecnolat através de convênio de cooperação científica com o Ital para desenvolvimento de probióticos para aplicação em bases lácteas e de frutas.

Através de projeto de pós-doutorado já iniciado, via PDIP, está em desenvolvimento ainda expertise para iniciar a produção de fermentos láticos em escala laboratorial com meio de cultivo com menor custo do que os convencionais para produção de biomassa de bactérias láticas e probióticas. “Pode ser o ponto de partida para a implementação da produção comercial de culturas láticas no Tecnolat, fornecendo um novo tipo de prestação de serviços aos produtores brasileiros de derivados lácteos, bebidas funcionais e suplementos alimentares”, detalha a diretora da unidade técnica, que conta também com um medidor de atividade de água, um liofilizador, um mini spray dryer e dois biofreezers na área de Biotecnologia.

Para que o laboratório entrasse em operação, a equipe técnica ampliou seus conhecimentos com treinamento realizado pelo especialista argentino Gabriel Vinderola, doutor em Química, pesquisador independente do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet) do Instituto de Lactologia Industrial e professor adjunto da Universidade Nacional do Litoral (UNL). A visita e capacitação também foi fruto de investimento via PDIP.

Sobre o Ital

Localizado em Campinas/SP, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) realiza pesquisa, desenvolvimento, assistência tecnológica e difusão do conhecimento nas áreas de embalagem e de processamento, conservação e segurança de alimentos e bebidas.

Fundado em 1963, vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, o Ital possui unidades técnicas especializadas em carnes, produtos de panificação, cereais, chocolates, balas, confeitos, laticínios, frutas, hortaliças e embalagens, sendo certificado na ISO 9001 com parte dos ensaios acreditados na ISO/IEC 17025.

Por meio do Centro de Inovação em Proteína Vegetal, do Núcleo de Inovação Tecnológica e da Plataforma de Inovação Tecnológica, o Ital estimula alianças estratégicas para inovação e projetos de cooperação. Possui ainda Programa de Pós-Graduação aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Outras informações estão disponíveis no site http://www.ital.agricultura.sp.gov.br.

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