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08/03/2021

Pesquisa da Secretaria de Agricultura de SP faz levantamento sobre mercado de filé de tilápia em São José do Rio Preto

Projeto de pesquisa desenvolvido pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, buscou conhecer o potencial da comercialização de filés de tilápia em São José do Rio Preto, maior cidade do noroeste paulista. Iniciado em 2019, o projeto realizou, por 20 semanas, o levantamento de informações junto aos estabelecimentos locais que comercializam o produto, com o intuito de traçar um panorama desse mercado na cidade.

“Hoje a produção de carne de tilápia está voltada para o mercado de filés, isso devido à grande diversificação de empreendimentos no ramo alimentício que utilizam deste produto”, diz Antonio Fernando Leonardo, pesquisador do IP que coordenou a pesquisa, fruto do projeto de Iniciação Científica de Vinícius Bergamini e Isabela Mendes da Silva, no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic/CNPq). O trabalho contou ainda com a colaboração dos pesquisadores do IP Giovani Gonçalves e Helenice Barros.

Segundo Leonardo, os principais segmentos que adquirem o produto são tradicionalmente hipermercados, supermercados e restaurantes, além de escolas e hospitais. “Mais recentemente, outro ramo da cadeia de alimentos que vem impulsionando o mercado com a compra de filés de tilápia são os food trucks, que oferecem em seus cardápios comidas diferenciadas a um novo grupo de consumidores”, pontua o pesquisador. O trabalho, explica, teve o intuito de identificar o número de estabelecimentos que comercializam e compram os filés na cidade, os volumes comercializados e consumidos e o preço dos produtos. Também foram verificados os rótulos dos produtos, observando se estes continham Selo de Inspeção e as informações necessárias exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): origem do produto, lote e prazo de validade, conteúdo líquido, tabela de composição nutricional e alergênicos.

De acordo com o pesquisador do IP, foram visitados 23 estabelecimentos comerciais e 41 proprietários de food trucks foram consultados por telefone, constantando-se que todos os rótulos avaliados atendiam às especificações. Em relação à conservação dos produtos, foram encontradas duas formas de comercialização: resfriado ou congelado. “Houve uma diferença de preço entre as três regiões geográficas da cidade, o que se atribui ao tipo do estabelecimento comercial: hipermercado (varejista), supermercado e peixaria”, comenta Leonardo.

O especialista menciona que uma dificuldade encontrada foi obter as quantidades compradas e vendidas por alguns estabelecimentos. Segundo afirma, os food trucks se mostraram mais abertos a fornecer estas informações. “Os food trucks adquirem uma grande quantidade de filés ao mês, mostrando que esse segmento aquece a economia regional e ajuda a disseminar o hábito saudável de ingestão de pescado”, conclui Leonardo.