Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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12/05/2022

10º edição da Feibanana conta com presença da Defesa Agropecuária

Atualizado em 13/05/2022 às 10h49

Realizada entre os dias 10 e 12 de maio no município de Pariquera-Açu, a 10º edição da Feibanana, Feira Nacional da Bananicultura e Agronegócio, contou, além de diversos estandes, com a presença da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e demais órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

No local, uma van da CDA com técnicos em fitossanidade em bananicultura estava à disposição do público para orientação e apresentação de importantes ações que visam o monitoramento, vigilância, inspeção e fiscalização da produção e do comércio de mudas e frutos, partes de vegetais ou produtos de origem vegetal veiculadores de pragas.

Além da Defesa, a Secretaria esteve presente com técnicos da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e de unidades de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) para atendimento ao público.

Francisco Matturro, Secretário de Agricultura, também esteve presente durante o evento e discursou durante a cerimônia de abertura na terça-feira (10).

Na ocasião, o secretário falou da importância da banana não só como alimento, mas pelo papel social que exerce "na geração de emprego e renda". Matturro também recordou que a banana é um dos principais produtos de exportação de vários países, inclusive no Brasil, citando que o Estado de São Paulo é o maior produtor nacional.

Trabalho preventivo

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em parceria com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Defesa Agropecuária atuam em campo realizando levantamentos amostrais em plantações de bananas de todo o Estado, com o objetivo de garantir e manter o status de área livre da Raça 4 Tropical da Fusariose da Bananeira, doença causada pelo fungo Fusarium oxysporum cubense. A ação visa identificar também possíveis focos do Moko da Bananeira, causada pela bactéria Ralstonia solanacearum Raça 2.

A Raça 4, de acordo com os especialistas, ainda não chegou ao Brasil, porém, já está presente na Colômbia e no Peru, o que preocupa a Defesa Agropecuária, uma vez que tratamentos curativos, bem como o uso de variedades resistentes à doença ainda são muito incipientes.

O fungo, que habita no solo, infecta as raízes e coloniza os vasos condutores de seiva do pseudocaule (caules falsos compostos por restos de bainhas das folhas que se prendem ao caule) de todas as variedades de banana, principalmente as do tipo Nanica, impedindo o transporte de água e nutrientes para a parte aérea da planta, provocando sua morte. O fungo pode permanecer viável no solo por até 40 anos, inviabilizando a produção.

Por Felipe Nunes

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