Amaranthus palmeri - Após análise, novo foco do Caruru Gigante é identificado na região de São José do Rio Preto
A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa que o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Goiás (LFDA-GO) confirmou, na última sexta-feira, 27 de fevereiro, mais um foco positivo da praga quarentenária Amaranthus palmeri (caruru palmeri ou caruru gigante). Assim como no primeiro caso, confirmado em 3 de fevereiro, o foco positivo aconteceu em propriedade no município de Mirassol, pertencente ao Departamento Regional de São José do Rio Preto, porém, desta vez, em uma plantação de milho.
Equipes durante coleta de material em propriedade em São José do Rio Preto
“Trata-se de propriedade vizinha à propriedade em que o primeiro foco foi identificado, então era uma possibilidade já prevista por nossos técnicos. A contenção da praga foi imediata e nossas equipes já debelaram o foco em conformidade com as diretrizes do Plano Estadual de Prevenção, controle e erradicação da praga, publicado no último dia 20”, comenta Alexandre Paloschi, engenheiro agrônomo e diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal.
Plano Estadual de Prevenção
Nos próximos dias, a Defesa Agropecuária irá publicar Portaria que estabelecerá o plano operacional de protocolos padronizados de atuação, incluindo vigilância fitossanitária contínua, fiscalização, rastreabilidade, manejo integrado, interdição de áreas infestadas, eliminação imediata de focos e controle do trânsito de máquinas e implementos agrícolas. Também prevê a articulação entre os órgãos da Secretaria e instituições parceiras para monitoramento permanente e resposta técnica rápida.
“São ações que compreendem vigilâncias ativas e passivas, controle do trânsito de máquinas, manejos integrados, aplicação de medidas químicas, mecânicas e culturais, a eliminação imediata de focos, interdição de áreas, entre outras medidas que devem ser levadas em consideração por todo o setor produtivo para que consigamos extinguir essa praga do território paulista com a maior eficiência possível”, destaca Alexandre.
Amaranthus palmeri
O Amaranthus palmeri é uma planta daninha exótica, de crescimento rápido e elevada agressividade. Apresenta resistência a herbicidas e alta capacidade de dispersão, com plantas fêmeas capazes de produzir de 200 mil a 500 mil sementes por planta, dependendo das condições ambientais.
As plantas fêmeas podem produzir sementes viáveis mesmo na ausência de polinização por plantas machos, o que amplia o potencial de disseminação e exige monitoramento contínuo das áreas agrícolas.
Diante de qualquer suspeita de ocorrência, especialmente em áreas com indícios de resistência a herbicidas, a orientação é que produtores e técnicos entrem em contato com a unidade da Defesa Agropecuária mais próxima:
https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/enderecos/
Materiais educativos e orientações técnicas estão disponíveis em:
https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/arquivos/educacao-sanitaria/material/folder_praga_amaranthus.pdf
Por Felipe Nunes











