Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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13/01/2010

Ferrugem alaranjada da cana: Secretaria de Agricultura apresenta relatório.

13-01-2010 - O grupo técnico da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo que cuida da ferrugem alaranjada da cana se reuniu nesta quarta-feira (13 de janeiro) para avaliar e apresentar as ações realizadas na coleta de dados e análise de resultados, em Ribeirão Preto. Estiveram presentes pesquisadores do Centro Cana do Instituto Agronômico (IAC), do Instituto Biológico (IB) e técnicos da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA).

Na primeira semana de dezembro, técnicos do setor privado apontaram a suspeita de ocorrência da ferrugem alaranjada da cana-de-açúcar em canaviais próximos a Ribeirão Preto. A informação foi levada à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que acionou a CDA.

Segundo relatos do pesquisador da Secretaria, Marcos Landell, as inspeções realizadas pelas equipes permitem inferir que, no universo de variedades cultivadas em São Paulo, pequeno percentual tem apresentado susceptibilidade a nova doença até o momento, o que faz prever um impacto econômico de relativa importância.

No último mês, esse grupo de técnicos ligados à Comissão Técnica da Cana do Estado de São Paulo, da Secretaria, vem realizando uma série de ações para mapear a abrangência da praga e a intensidade que ela se dá nas diversas regiões de São Paulo. Para tanto, previamente, identificou-se três variedades comerciais com susceptibilidade à ferrugem alaranjada, causada pelo fungo Puccinia kuenii. O levantamento concentra-se nestas, com o objetivo de determinar a dispersão da praga.

Além da região de Araraquara, identificou-se o fungo em Ribeirão Preto e Jaboticabal. A CDA tem levantado outras regiões como Araçatuba, Orlândia, Jaú, Bauru, Andradina, Catanduva, São José do Rio Preto, Barretos e Lins, no entanto, não foi identificado o fungo nas amostras encaminhadas ao IB.

“O levantamento é importante para apontar a ocorrência da doença e em quais variedades. Isso subsidiará a nossa área de pesquisa na procura das variedades mais resistentes”, afirma o coordenador da CDA, Cláudio Alvarenga de Melo.

SOBRE A DOENÇA - A ferrugem alaranjada existe na Ásia e Austrália desde o século 19. Em 2007, foi encontrada em canaviais dos Estados Unidos e, depois, em vários outros países da América Central. Provavelmente tenha sido nessa região que se originou a praga, trazida por correntes de ventos.

Quanto às medidas fitossanitárias, ela se restringem ao uso de variedades resistentes, o que é mais eficiente e barato, além de o Brasil ter essa tecnologia de forma abundante, pois nos últimos dez anos os programas brasileiros liberaram aproximadamente 80 novas cultivares.

Segundo Landell, a situação do Brasil é diferente da Austrália, por exemplo, que em 2000, quando a ferrugem alaranjada se manifestou de maneira danosa, tinha 86% da área de Queensland (sua principal área produtiva) ocupada com uma única variedade, a qual se mostrou extremamente susceptível à doença.

No ano posterior, houve uma queda de aproximadamente 40% de produtividade naquela região. “Não acreditamos que isso ocorra no Brasil, pois temos importantes e ativos programas de melhoramento de cana-de-açúcar”, afirma ele.

PRODUÇÃO - São Paulo é o maior produtor de cana, açúcar e álcool do País: responde por quase 60% da produção brasileira, com cerca de cinco milhões de hectares cultivados. Na última safra, produziu em torno de 400 milhões de toneladas. A cana é o primeiro item na pauta de exportações do agronegócio paulista, contabilizando mais de US$ 5 bilhões em divisas para o Estado.

INFORMAÇÕES:

Assessoria de Comunicação da Secretaria - Tel.: 11 5067-0069 - Euzi Dognani/Adriana Rota/Nara Guimarães - Patrícia Aparecida da Silva (estagiária)