Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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22/11/2016

Secretaria de Agricultura e Fundecitrus orientam produtores sobre a nova legislação de mitigação de risco do cancro cítrico, em Avaré

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, destacou, a importância da citricultura para o Estado de São Paulo e a necessidade de buscar alternativas para evitar pragas como o cancro cítrico, e ampliar a produtividade no setor durante a abertura do Workshop “Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para o Controle do Cancro Cítrico”, realizado no dia 21 de novembro de 2016.

“A citricultura é estratégica para o a agropecuária do Estado de São Paulo e para o Brasil. Em 2015, arrecadou cerca de R$ 2 bilhões em divisas de exportação. A maior parte da produção paulista atualmente se localiza na região sudoeste do Estado, com um ganho extraordinário nos últimos anos, quando passou de 23 milhões, em 2010, para 37,5 milhões de pés de laranja. A realização deste workshop visa diminuir o impacto de pragas como o cancro cítrico. Queremos que as novas normas sejam compreendidas por todos os técnicos agropecuários e engenheiros agrônomos, transferindo o conhecimento gerado pelas pesquisas ao produtor, conforme nos determinou o governador Geraldo Alckmin”, disse o secretário. O evento foi promovido pela Pasta, em parceria com o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

Cerca de 150 citricultores, estudantes de agronomia, engenheiros agrônomos e técnicos das Coordenadorias de Assistência Técnica Integral (Cati) e de Defesa Agropecuária, da Secretaria, que atuam nos municípios de Avaré, Assis, Botucatu, Itapetininga, Itapeva, Jaú, Marília, Ourinhos e Sorocaba participaram da atividade, realizada na sede da Associação Regional dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos (Area).

A realização de workshops regionais foi estabelecida em reunião entre representantes da cadeia produtiva citrícola, no dia 8 de novembro, em Cordeirópolis, para debater as mudanças na legislação para o controle do cancro cítrico em propriedades paulistas, estabelecidas pela Instrução Normativa (IN) nº 37 do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A nova norma, que entra em vigor a partir de março de 2017, prevê alternativas à erradicação das plantas doentes e à interdição da propriedade, conforme ocorre atualmente, por meio da Portaria n° 291/2007.

“Trata-se de uma praga quarentenária, que afeta principalmente quem comercializa a fruta in natura, pois tanto no mercado interno quanto internacional, uma vez que esses mercados não aceitam frutos com essa doença”, explicou o coordenador substituto da Defesa Agropecuária (CDA), Mário Sérgio Tomazela.

Na prática, explicou o representante da defesa agropecuária, os produtores localizados em áreas afetadas poderão comercializar frutas in natura, desde que adotem as medidas previstas na lei, devidamente atestadas por um certificado fitossanitário de origem (CFO). “O importante neste processo é que haja a certificação das propriedades, sendo que a intenção é que até fevereiro de 2017, os produtores possam cadastrar as suas informações pelo sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave)”, disse Tomazela.

De acordo com o engenheiro agrônomo do Fundecitrus, Bruno Daniel, “estudos realizados no Paraná e na Argentina já demonstraram a eficiência na mitigação de risco do cancro cítrico”, afirmou.

A atividade contou ainda com palestras do engenheiro agrônomo da Secretaria que atua na Defesa Agropecuária, Marlon Peres da Silva, que detalhou a nova legislação, e do diretor do Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR) de Avaré, Eliseu Aires de Melo, que apresentou a situação da citricultura na região.

Fortalecimento da citricultura

A realização da atividade contribui para ampliar o acesso dos citricultores ao conhecimento, afirmou o prefeito de Avaré, Paulo Dias Novaes Filho. “Temos em nosso município uma forte cultura de citros. Por isso, é importante disseminar as novas tecnologias e conhecimentos disponíveis ao produtor. O agronegócio é um dos grandes pilares econômicos para a região e para o País”, explicou.

O titular da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), João Brunelli Junior, ressaltou a importância do trabalho conjunto entre os órgãos da Secretaria para orientar o produtor. “Considerando a nova sistemática do controle, a área de extensão rural passa a ter um papel fundamental nesse processo educativo dos produtores, para mostrar a necessidade de fazer o controle e o cadastro no sistema, mantendo a regularização do comércio da produção citrícola, com foco na exportação”, avaliou.

“Essa parceria é fundamental, pois une a capilaridade das Casas da Agricultura da Secretaria com o trabalho realizado pelo Fundecitrus junto aos pequenos produtores. Será um trabalho de grande relevância”, concluiu.

Estudantes de Agronomia acompanharam a atividade no município de Avaré

A transferência de conhecimentos por meio dos workshops foi comemorada pelo setor produtivo. Para o citricultor Carlos Coelho, “essa primeira divulgação foi muito importante, e é preciso continuar promovendo mais eventos para que o produtor possa compreender as novas normas e buscar meios de evitar a doença nos pomares”, disse.

“As informações apresentadas ao produtor para adotar o sistema de mitigação de risco foram transmitidas de forma bem clara ao produtor. É evidente a necessidade de que ele se atualize constantemente para acompanhar as mudanças na normativa e evitar a doença em sua produção”, concluiu o produtor de Avaré, Plinio Cescon.

A atividade também representou uma oportunidade de intercâmbio entre o segmento produtivo e os futuros profissionais, como destacou o estudante do 6º semestre de Agronomia, Thiago Barbosa Stahl. “Com a constante mudança nas leis, é difícil ter acesso a todas elas durante o período da faculdade. Eventos como este complementam o conhecimento teórico e nos ajudam a nos manter informados”, observou o estudante, que é filho de produtor rural.

A presença do corpo técnico da Secretaria e do Fundecitrus permitiu maior compreensão da nova lei pelos estudantes, na opinião do coordenador do curso de Agronomia da Faculdade Eduvale de Avaré, Márcio Henrique Lanza. “É importante saber o que será cobrado dos produtores com a nova norma e qual o apoio que a Secretaria poderá oferecer para ampliar a produtividade e a continuidade da atividade agrícola”, disse.

Mais duas edições do workshop serão realizadas para esclarecer a cadeia produtiva sobre o Sistema de Mitigação de Risco do Cancro Cítrico, sendo o primeiro em São José do Rio Preto, no dia 24 de novembro e o segundo em Araraquara no dia 29 de novembro.

Por: Paloma Minke