Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coordenadoria de Defesa Agropecuária
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01/05/2018

Estado de São Paulo vacinará 11 milhões de bovídeos contra a febre aftosa até 31 de maio

De 1º a 31 de maio de 2018, cerca de 11 milhões de bovídeos (bovinos e bubalinos) de todas as idades deverão ser vacinados contra a febre aftosa no Estado de São Paulo. A etapa de maio da campanha anual foi lançada oficialmente nesta terça-feira (1º), no Centro de Pesquisa de Bovinos de Corte do Instituto de Zootecnia, em Sertãozinho, pelo secretário de Agricultura e Abastecimento paulista, Francisco Jardim, o coordenador de Defesa Agropecuária, Fernando Gomes Buchala e a diretora do IZ, Renata Branco Arnandes.

Neste ano, o Estado de São Paulo adota uma nova estratégia de imunização contra a doença, para uniformizar o sistema com o calendário dos demais estados da Federação, com vistas à retirada da vacinação em 2021. “Estamos com um nível bom de controle da aftosa, com uma taxa de vacinação superior a 98% do rebanho paulista, mas é preciso estarmos sempre atentos, especialmente os produtores”, afirmou Francisco Jardim, destacando que não vacinar os animais pode acarretar em multas e na interdição da propriedade.

O ajuste foi realizado a partir de solicitação da Secretaria paulista ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), considerando o pleito do setor produtivo. É proibida a vacinação de outras espécies animais.

De acordo com Fernando Buchala, muitos Estados já adotavam a inversão do calendário, fazendo com que fosse necessário um acompanhamento maior dos animais que chegavam à São Paulo, que exigia um cronograma diferente de imunização. “Nosso sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave) já está preparado, os revendedores estão abastecidos com os estoques de vacina para todo o rebanho”, explicou o veterinário, detalhando que a inversão no calendário corrige ainda uma interferência no manejo do rebanho reprodutivo.

Retirada da vacinação

A retirada da vacinação contra a febre aftosa está prevista no Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa, do Mapa. Para São Paulo, que pertence ao grupo IV, juntamente com os Estados da Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins, a previsão é em 2021.

Para o coordenador da Defesa Agropecuária, o processo é um enorme desafio para o Estado de São Paulo, que é o coração da pecuária brasileira. “Apesar de concentrar apenas 5% do rebanho total, São Paulo concentra 30% da exportação do País. Por ser um centro logístico da pecuária, o Estado será um dos últimos a ter a retirada da vacinação, para garantir um nível de segurança”, disse Buchala.

O processo envolverá o empenho das equipes das Coordenadorias de Defesa Agropecuária e de Assistência Técnica Integral (Cati) paulistas, para criar uma cultura de educação sanitária junto ao setor produtivo. “A conscientização do criador é parte importante nesse processo de adaptação do calendário, evitando problema no trânsito dos animais e de status vacinal entre os Estados, com uma barreira imunológica para a retirada da vacinação”, finalizou o secretário Francisco Jardim.

Vacinação eficiente

A primeira providência é adquirir as vacinas em estabelecimentos cadastrados junto à Coordenadoria de Defesa Agropecuária. Isso porque todo o estoque de vacina disponível no Estado para comércio durante a etapa da campanha é cadastrado pela revenda no sistema informatizado Gedave. No momento da compra, o volume adquirido pelo criador é transferido, por meio do sistema, para o estoque da propriedade, o que facilita a declaração da vacinação pelo criador. A legislação proíbe o uso de vacinas adquiridas em etapas de vacinações anteriores.

A vacina, que nunca pode ser congelada, deve ser mantida entre 2 e 8 graus Celsius, tanto no transporte como no armazenamento, usando uma caixa de isopor, com no mínimo dois terços de seu volume em gelo para que a vacina não perca sua eficácia.

Para realizar a vacinação deve ser escolhido o horário mais fresco do dia, classificando os animais por idade (era) e sexo, para evitar acidentes.

Usar seringas e agulhas novas e higienizadas, sem o uso de produtos químicos (nem álcool, nem cloro). O local da aplicação é no terço médio do pescoço (tábua do pescoço). Independente da idade, a dose é de 5 mL de vacina. As agulhas devem ser substituídas com frequência (a cada 10 animais), para evitar infecções e os frascos devem ser mantidos resfriados durante a operação.

O criador deve se organizar para fazer a vacinação dentro do prazo estabelecido pela legislação, ou seja, de 1 a 31 de maio, e tem até o dia 7 de junho para comunicar a vacinação ao órgão oficial de Defesa Agropecuária diretamente no sistema informatizado Gedave. É preciso declarar todos os animais de outras espécies existentes na propriedade, tais como equídeos (equinos, asininos e muares), suideos (suínos, javalis e javaporco), ovinos, caprinos e aves (granjas de aves domésticas, criatórios de avestruzes).

A vacinação é obrigatória. Deixar de vacinar e de comunicar a vacinação sujeita o criador a multas de 5 Ufesps (128,50 reais) por cabeça por deixar de vacinar, e 3 Ufesps (77,10 reais) por cabeça por deixar de comunicar. O valor de cada Ufesp - Unidade Fiscal do Estado de São Paulo é 25,70 reais.

Por Paloma Minke e Teresa Paranhos