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01/08/2019

21 colmeias clandestinas são apreendidas em Itatinga-SP pela Defesa Agropecuária

As colmeias provenientes do Paraná estavam sem documentação sanitária e Infestadas pela Aethina túmida

Uma equipe de fiscais da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em atividade de fiscalização no município de Itatinga, encontrou 21 colmeias em uma fazenda produtora de eucalipto, que haviam sido instaladas no local sem a autorização e conhecimento dos responsáveis pela área.

Médicos veterinários da Coordenadoria de Defesa Agropecuária inspecionaram as colmeias e identificaram nelas a presença de besouros adultos, suspeitos de Aethina tumida, praga que compromete a criação de abelhas. A suspeita foi confirmada por identificação laboratorial feita pelo Instituto Biológico, da Secretaria.

Por não haver cadastro nem a guia de trânsito animal (GTA) que identificasse a origem e o destino das colmeias, todo o material foi apreendido pelo serviço veterinário oficial de São Paulo.

“As identificações existentes nas caixas e os relatos obtidos indicaram que as colmeias eram provenientes do estado do Paraná, por isso entramos em contato com o serviço veterinário local que identificou o criador como sendo do município de Arapoti”, disse a médica veterinária Maria Carolina Guido, responsável pelo Programa Estadual de Sanidade das Abelhas. O criador foi autuado e estabelecido um prazo para que ele se apresente para realizar a regularização das caixas.

Em documento oficial, o médico veterinário Luciano Lagatta, diretor do Centro de Defesa Sanitária Animal, da Defesa Agropecuária notificou a Divisão de Sanidade Apícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, assim como as Superintendências Federais de Agricultura de São Paulo e do Paraná e a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

A migração de colmeias entre os estados de São Paulo e Paraná é intensa, porém muitos produtores realizam esse trânsito de maneira informal. A Secretaria vem intensificando as ações do Programa Estadual de Sanidade das Abelhas na identificação e cadastro das colmeias existentes no Estado visando, através da rastreabilidade, tomar as medidas sanitárias de urgência em proteção à produção apícola. Apiários não cadastrados continuam passíveis de apreensão pelo serviço veterinário oficial.

A inspeção periódica das colmeias pelo criador é condição fundamental para garantir a sanidade das colmeias, a produção de mel com qualidade e a manutenção do negócio. A identificação de pragas deve ser informada ao órgão oficial de defesa agropecuária.

O Besouro

Aethina tumida ou \"pequeno besouro das colmeias\", como é popularmente conhecido, é nativo da África Subsaariana e ao longo dos anos tem sido identificado em vários países ao redor do mundo.

No Brasil a primeira notificação foi feita à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo em 23 de dezembro de 2015 quando foi relatada à Coordenadoria de Defesa Agropecuária a presença de coleópteros em uma colmeia capturada na natureza em meados de março do mesmo ano, no município de Piracicaba. Os besouros infestam, principalmente, colmeia de abelhas da espécie Apis mellifera.

Os principais danos são causados pelas larvas do besouro que se alimentam das larvas das abelhas e do pólen. Ao perfurar as células de mel ao movimentar-se, causam a fermentação do mel e do pólen, que se tornam impróprios para consumo humano. Além deste prejuízo, pode causar a fuga do enxame e o abandono da colmeia.

Por Teresa Paranhos