Sanidade Vegetal - CDA atua em parceria com a APTA em ação para identificar praga das oliveiras
Material foi coletado em Cunha e analisado pelo Centro de Citricultura Sylvio Moreira
Em ação conjunta entre a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e a Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio (APTA), ambos órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), no último dia 27, engenheiros agrônomos e uma pesquisadora estiveram no município de Cunha , onde realizaram vigilância ativa para a praga Xylella fastidiosa, a qual pode acometer plantas de oliveira (Olea europaea). Estiveram presentes na ocasião, representando a CDA, os engenheiros agrônomos Claryssa Monteiro e José Gustavo Souza Leite e representando a APTA, a pesquisadora Dra. Edna Ivani Bertoncini.
A bactéria, conhecida por causar a clorose variegada dos citros (CVC) ou o amarelinho dos citros, tem sido relatada nas principais regiões produtoras de oliveira, como na Europa e também no Brasil causando seca de ramos, com consequente morte das plantas.
De acordo com Bertoncini “novas coletas estão programadas em outras regiões produtoras do estado visando à obtenção de um panorama atual da ocorrência da bactéria”, comenta a pesquisadora.
Manifestações do setor produtivo indicam a ocorrência nociva da praga nos olivais paulistas e, recentemente, o assunto provocou a discussão para a construção de uma norma, que regulamentasse a produção de material propagativo de oliveira, com vistas à disponibilização de material livre de pragas restritivas, dentre elas a X. fastidiosa, para a recuperação ou implementação de pomares.
O material coletado em Cunha teve como origem seis plantas de oliveira, as quais apresentavam sintomas característicos de contaminação pela bactéria e foi analisado, pelo Centro de Citricultura Sylvio Moreira (CCSM), do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), da APTA. Como resultado cinco amostras retornaram com laudo laboratorial positivo para a presença da praga.
“A confirmação da presença da praga nas amostras sustenta de forma expressiva a formatação da norma requerida pelo setor”, diz Claryssa Monteiro.
Por Comunicação CDA











