Citricultura - Fundecitrus apresenta à Defesa Agropecuária, levantamento anual do Greening
Com o objetivo de apresentar o Levantamento Anual do Greening 2024, na manhã desta sexta-feira (6), representantes do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) estiveram presentes na sede da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) em Campinas onde se reuniram com o coordenador, Luiz Henrique Barrochelo, com os diretores do Centro de Defesa Sanitária Vegetal e do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Vegetal, Adão Marin e Alexandre Paloschi e com Danilo Romão, gerente do Programa Estadual de Pragas Quarentenárias Presentes.
O trabalho reúne os resultados dos levantamentos da incidência da doença em pomares de laranja do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro, realizados pelo Fundo no ano de 2024.
De acordo com o levantamento, realizado em 1.724 talhões, a incidência da doença subiu de 38,06% em 2023 para 44,35% em 2024 em todo o cinturão citrícola, o que corresponde a aproximadamente 90,36 milhões de laranjeiras. Porém, a incidência se mostrou significativamente menor que em demais anos, o que segundo o Fundecitrus, está relacionado com fatores como condições climáticas específicas, eliminação de plantas doentes e o rigor nas medidas de manejo.
Fonte: Fundecitrus
“As ações conjuntas mostram que é possível reverter o quadro de alta da doença. Com a intensificação das ações e com o apoio do setor, dos munícipios e principalmente dos produtores, podemos diminuir a incidência nos próximos anos e preservar a citricultura no Estado de São Paulo”, reforçou Paloschi.
Ainda de acordo com a publicação que pode ser acessada aqui, cerca de 80,74% das árvores inspecionadas estavam entre 20 e 80 metros distantes da borda, 9,98% a menos de 20 metros e 9,28 acima de 80 metros, posição ideal, segundo técnicos do Fundecitrus, uma vez que as árvores estavam localizadas na região da transição entre a borda do talhão e o seu interior, evitando-se super ou subestimativas da doença.
“Outro importante impacto observado no levantamento tem sido a redução do plantio de novos pomares e a redução do número de árvores nas regiões com alta incidência e severidade do Greening”, afirmou Juliano Ayres, gerente-geral do Fundecitrus.
“O risco da implantação de novos pomares é alto quando se tem alta incidência da doença na região, além do controle inadequado do psilídeo em pomares vizinhos. Não custa lembrar que quanto mais jovem a planta for infectada pela bactéria mais rápida será a evolução da severidade dos sintomas na copa da planta e mais rápida será a perda do seu potencial produtivo, que é irreversível”, complementou o gerente.
Reunião aconteceu na sede da Defesa Agropecuária em Campinas
De acordo com Barrochelo, a apresentação foi de grande valia, pois foi uma oportunidade de ter uma fotografia mais ampla da situação e de quais ações podem ser desencadeadas pela Defesa Agropecuária.
“Com os dados discutidos pudemos observar que o Estado ainda possui grandes áreas para onde a citricultura pode migrar e a Defesa tem papel importante no sentido assegurar a sustentabilidade do setor”, disse o coordenador.
“Além disso, vamos focar em ações mais assertivas, com foco diferente para cada região do Estado. Iremos investir em inteligência desenvolvendo uma sala de situação para o monitoramento da doença e para curto prazo, está nos planos da instituição, a contratação, via Termo de Cooperação, de 28 técnicos focados em inspeção de Greening”, complementou.
Por Felipe Nunes











