Facebook Twitter Youtube Flickr
04/10/2024

Sanidade Avícola - Corpo Técnico recebe capacitação para utilização de aplicativo para registro de atividades de vigilância ativa em aves

Atualizado em 04/10/2024 às 19h05

Atividade dividiu-se entre parte teórica e prática

Com o objetivo de aprimorar a vigilância ativa em aves e melhor avaliar fatores de riscos para introdução e disseminação de doenças, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) a partir do seu Programa Estadual de Sanidade Avícola (PESA), realizou entre os dias 1 e 2 de setembro na Regional de Araraquara, treinamento que capacitou cerca de 30 servidores acerca da utilização do registro de atividades de campo em formulário no aplicativo Survey 123.

Participaram da atividade, técnicos agropecuários e médicos-veterinários, incluindo os profissionais da Associação Paulista de Avicultura (APA), a qual, por meio de Termo de Colaboração, colabora com as ações de vigilância do PESA através de 14 veterinários.

A primeira parte do treinamento aconteceu de forma teórica, onde os participantes puderam conhecer detalhes acerca da funcionalidade do aplicativo, além de assistirem palestra sobre os fatores de riscos para a síndrome respiratória neurológica das aves (SRN) das quais fazem parte a Influenza Aviária e a Doença de Newcastle e que devem ser observadas em campo.

Parte prática envolveu preenchimento de questionário e levantamento de dados

“A partir desta atividade nós do Serviço Oficial passamos a mapear com mais precisão os fatores de risco que eventualmente encontramos em campo”, disse Paulo Blandino, médico-veterinário e gerente do PESA.

O segundo dia de atividades foi destinado à parte prática e à coleta das informações. 11 equipes percorreram um assentamento de terras, na Regional de Araraquara, visitando 46 propriedades, onde o formulário contendo um questionário foi aplicado, resultando assim, no mapeamento das criações de subsistência existente em torno de granjas comerciais.

Além do questionário, as equipes realizaram o cadastro das propriedades que ainda não possuíam o registro no sistema informatizado de gestão animal e vegetal, o GEDAVE.

Ainda durante a parte prática, uma das equipes realizou atendimento a uma suspeita de síndrome nervosa e respiratória em uma propriedade que, no momento da fiscalização, apresentava mortalidade de aves com cerca de cinco acometimentos. “As aves apresentavam sinais clínicos e a equipe conseguiu prestar o atendimento dentro do que preconiza o Programa Nacional de Sanidade Avícola, o PNSA. Diante da necropsia, foi possível detectar que não se tratava de SNR, o que não ocasionou a fundamentação, não havendo coleta de material”, destaca Blandino, que acompanhou de perto o atendimento.

Uma das 11 equipes atendeu caso de suspeita de síndrome nervosa e respiratória

“O treinamento, tanto em seu aspecto prático quanto teórico, alcançou seus objetivos e capacitou os participantes a gerenciarem melhor ações de vigilância ativa e também a agirem em caso de atendimentos e notificações de suspeitas de SRN em aves”, destacou o gerente do PESA.

A última parte do treinamento dedicou-se à análise dos dados coletados e à seleção das propriedades que foram analisadas quanto aos critérios de riscos que apresentaram.

“A utilização do aplicativo em campo nos dá uma dimensão do nível de conhecimento sanitário dos produtores e com isso a gente espera obter o mapeamento das áreas mais críticas que é onde a Defesa Agropecuária deve atuar para obter a resposta rápida a uma suspeita. Esse é nosso objetivo a partir da utilização da ferramenta”, explica Izabelle Cordeiro, médica-veterinária e epidemiologista do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Animal (DDSIA).

Confira mais fotos em: https://www.flickr.com/photos/200974595@N05/albums/72177720320893118/

Por Felipe Nunes

x