Bananicultura - Um ano após a obrigatoriedade, Defesa Agropecuária realiza mais de 200 cadastros de Unidades de Produção
Obrigatoriedade das UP's passou a valer a partir de maio de 2024
No dia 5 de maio de 2024, a Resolução SAA nº 24 de 2023, estabeleceu no Estado de São Paulo, a obrigatoriedade de cadastro de todas as unidades de produção de banana dentro do sistema informatizado de gestão animal e vegetal, o GEDAVE. Passado um ano desde a regulamentação da resolução, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa que o número de cadastros da safra 2025 é o melhor dos últimos seis anos.
Após a obrigatoriedade, a Defesa Agropecuária realizou 257 cadastros de Unidades de Produção, superando os números dos cinco anos anteriores que tiveram a seguinte numeração: A safra de 2020 com 61 cadastros; safra 2021 com 40 pedidos de cadastros; na safra de 2022 foram 24 unidades cadastradas; em 2023, a safra somou 36 cadastros, enquanto em 2024, foram 45 pedidos de cadastro.
“O aumento expressivo de cadastros se dá pela conscientização do produtor, mas, sobretudo, pelo trabalho de educação sanitária que a Defesa Agropecuária vem realizando, tanto com o setor produtivo, quanto com seus colaboradores”, comenta Adão Marin, engenheiro agrônomo e diretor do Centro de Defesa Sanitária Vegetal.
Além do cadastro, a Resolução estabelece que os produtores passem também, a eliminar a folha ou parte da folha com sintomas de Sigatoka Negra, através de poda ou cirurgia, com o objetivo de diminuir a propagação de inóculos; desinfetar ferramentas, caixas plásticas e maquinários com produtos destinados a este fim; adotar sistema de previsão e monitoramento de pragas para orientação do tratamento fitossanitário adequado e adquirir as mudas para o plantio e o replantio com origem comprovada, preferencialmente produzidas in vitro.
De acordo com a resolução, o produtor deve também, manter registros mensais sobre as medidas fitossanitárias adotadas na propriedade, incluindo informações sobre a técnica de monitoramento utilizada para cada praga, bem como, os resultados obtidos nos monitoramentos e os tratos culturais adotados; o controle químico realizado, anotando os agrotóxicos utilizados, doses, datas da aplicação e períodos de carência; as ocorrências atípicas fitossanitárias e/ou climáticas relevantes; e as informações sobre a origem dos rizomas ou mudas, conforme o caso, utilizadas em replantio e/ou renovação do pomar.
“Em caso de suspeita de plantas sintomáticas com pragas quarentenárias ainda ausentes no Estado de São Paulo, como o Fusarium oxysporum f. sp. cubense Raça 4 Tropical (FocR4T) e a Ralstonia solanacearum raça 2 (Moko da Bananeira), a área/talhão deverá ser isolada e a CDA comunicada imediatamente”, orienta Mariléia Regina Ferreira engenheira agrônoma e gerente do Programa Estadual de Contingencia Fitossanitária (PECONF).
Para orientar o produtor em relação ao cadastro, a Defesa Agropecuária disponibiliza um tutorial que pode ser acessado em https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/www/servicos/getpdf.php?idform=1385.
Encontro com prefeitos
Na tarde desta quinta-feira (15), representantes da Defesa Agropecuária reuniram-se com prefeitos dos municípios localizados no Vale do Ribeira com o intuito de sensibilizar os poderes públicos municipais acerca do risco de entrada da Fusariose raça 4 Tropical e da importância do cadastro das propriedades de banana. Também foram apresentadas as atividades realizadas para a manutenção da sanidade animal e vegetal na região.
Encontro aconteceu simultaneamente à 13º edição da Feibanana
O encontro aconteceu em Pariquera-Açu na semana em que acontece a 13º edição da Feibanana e reuniu representantes do Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Vale do Ribeira e Litoral Sul (CODIVAR).
Por Felipe Nunes











