Sanidade Vegetal - Em Belém do Pará, agrônomos representam Defesa Agropecuária durante Caravana da Educação sobre a Vassoura-de-Bruxa da Mandioca
Organizada pela Superintendência Federal de Agricultura do Pará, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) com apoio da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (ADEPARA), aconteceu entre os dias 26 de agosto e 1º de setembro, nos municípios de Belém e Cametá, edição da Caravana da Educação, desta vez, sobre a Vassoura-de-Bruxa da Mandioca, doença causada pelo fungo Rhizoctonia theobromae, que afeta severamente as plantações da cultura. A atividade reuniu profissionais dos Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Vegetal (OEDSV) do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Rondônia e São Paulo.
Representaram a Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), os engenheiros agrônomos Mariléia Regina Ferreira, gerente do Programa Estadual de Pragas Quarentenárias e Marco Antonio Basseto, chefe de Departamento da Regional de Araçatuba.
Basseto (à dir.), foi um dos representantes da Defesa Agropecuária durante atividade
A Vassoura-de-Bruxa, que provoca a formação de brotações anormais (vassouras) e a redução da produtividade, tem se espalhado rapidamente no Estado do Amapá, onde foi inicialmente identificada no país. A doença representa uma ameaça significativa para a produção de mandioca, com impactos econômicos, sociais e ambientais que podem se agravar caso medidas eficazes de controle não sejam implementadas.
“A caravana educativa sobre a Vassoura-de-Bruxa da mandioca apresentou uma programação rica em conhecimento, informações e ações práticas importantes com a participação de profissionais que estão lidando diretamente com a contingência e a vigilância da praga”, destacou Mariléia.
Mariléia (à esq.) participou de ações práticas envolvendo educação sanitária junto à comunidade
No conteúdo programático da Caravana foram abordados metodologias participativas e técnicas para facilitação, a situação atual da doença em território brasileiro e as necessidades de pesquisa e práticas em instituições locais e comunidades com diferentes públicos-alvo.
“Foi uma oportunidade para que o serviço de defesa nivelasse os conhecimentos a nível federal e também estadual para um eventual enfrentamento da praga no território paulista”, disse Basseto.
Sobre a caravana
A caravana faz parte do Programa Nacional de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária (Proesa), que está inserido no Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) e é coordenado pela Secretaria de Defesa Agropecuária do MAPA.
As principais características das caravanas são: atuação integrada com outras instituições; uso de metodologias ativas participativas nas ações de educação; uso da comunicação de massa durante as atividades; formação de facilitadores; e avaliação das atividades.
Por Felipe Nunes













