Sanidade - Veterinárias da Defesa Agropecuária participam de curso e passam a ter formação de Sommeliers de Méis
Desenvolvido e realizado pelo Instituto 4E, empresa constituída com o propósito de valorizar e impulsionar o conhecimento no vasto universo dos méis e abelhas nativas, aconteceu em São Paulo, entre os dias 13 e 16 de novembro, pelo segundo ano consecutivo, o Curso Profissionalizante de Sommelier de Méis. Na ocasião, participaram e se formaram como Sommeliers de Méis as médicas-veterinárias Maria Carolina Guido e Renata Taveira, responsáveis respectivamente pelo Departamento de Educação e Uma Só Saúde e pelo Programa Estadual de Sanidade das Abelhas (PESAb) da Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).
“Ano passado me formei na primeira turma, e nesse ano tive a oportunidade de participar como profissional convidada, mostrando o papel da Defesa Agropecuária no contexto de trabalho de um sommelier, valorizando os produtores regularizados junto aos órgãos de agricultura e meio ambiente e na comercialização de produtos inspecionados”, relata Renata Taveira.
Renata, que ano passado participou do curso como aluna, este ano participou como facilitadora

Maria Carolina representou o Departamento de Educação e Uma Só Saúde
Nos quatro dias do curso, aspectos como origem vegetal e terroir, transformação enzimática do néctar, brix (teor de açúcar), maturação e tipos de compostos fenólicos foram abordados e serviram de base para a avaliação sensorial de mais de 60 tipos de mel de abelhas apis e nativas, nas características de aparência, aroma, sabor e “bouquet”.
A cada amostra degustada era enfatizado a espécie de abelha, bioma de origem e principais características do mel, muitas vezes considerados microlotes, dependendo da espécie e região de obtenção do produto.
A programação também contou com a participação do “queijellier” Elvio Rocha, especialista em queijos artesanais há 16 anos, o qual fez a harmonização de cinco tipos de queijo e mel, e da chefe padeira, Hagar Nunes, pentacampeã como padeira destaque, responsável por apresentar pães do tipo brioche, panetone, ciabatta e focaccia com mel na sua composição.
Atividade contou com degustação e harmonização com demais produtos de origem animal

Especialistas de outras áreas também participaram da atividade, a exemplo do “queijellier” Elvio Rocha
“O conhecimento da vastidão de tipos de méis permite à Defesa Agropecuária uma melhor orientação às unidades de beneficiamento no sentido de trabalhar a valorização do produto e marca, especialmente aos estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP) artesanal que buscam a obtenção do selo arte”, complementa Renata.
“O curso foi de uma riqueza ímpar, despertou sentidos e sabores inimagináveis. A prova de mais de 50 tipos de méis, tanto de abelha africanizada (Apis melífera) como de abelhas nativas do Brasil, incluindo méis raros, de biomas muito peculiares, foi uma experiência enriquecedora. É fundamental entender que alguns méis só ocorrem em regiões muito específicas. Esse é um dos melhores exemplos de uma só saúde, a produção de mel é diretamente relacionada com a interação entre a área animal, as plantas, o meio ambiente, e entender dessa interação agrega valor no desempenho de nossas atividades”, ressalta Maria Carolina Guido.
Para saber mais sobre as ações da Defesa Agropecuária em relação às abelhas, acesse https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/www/programas/?/sanidade-animal/programa-estadual-de-sanidade-das-abelhas-pesab/&cod=68.
Por Comunicação Defesa Agropecuária














