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13/02/2026

Amaranthus palmeri - Defesa Agropecuária segue atuando na região de São José do Rio Preto após detecção de praga quarentenária

Atualizado em 13/02/2026 às 13h09

Equipes da Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), seguem atuando no Departamento Regional de São José do Rio Preto onde foi detectado, no último dia 3, um foco da praga quarentenária Amaranthus palmeri (caruru palmeri ou caruru gigante) em uma área de cultivo de soja. Nesta semana, entre os dias 9 e 13 de fevereiro, diversos servidores dividiram-se entre ações de campo e de educação sanitária que envolveu profissionais da área agronômica da região.

Praga quarentenária foi identificada em cultivo de soja na região de São José do Rio Preto

Cerca de 22 servidores estiveram divididos nas ações que ocorreram na propriedade foco e também nas propriedades limítrofes. Na propriedade foco, que segue interditada, os trabalhos de arranquio e incineração estão em andamento, enquanto nas propriedades vizinhas, técnicos realizam ações de vigilância ativa com o intuito de encontrar possíveis suspeitas e realizarem eventuais coletas para análises laboratoriais.

“Nosso principal intuito através das ações em campo é conter o avanço da praga a partir das diretrizes do Programa Nacional de Prevenção e Controle e sobretudo, verificar se novas suspeitas podem estar em andamento na região”, comenta Marileia Ferreira, engenheira agrônoma e responsável pelo Programa Estadual de Pragas Quarentenárias.

Equipes estiveram em campo auxiliando as ações de arranquio e incineração da espécie na propriedade foco

Na quarta-feira, dia 11, cerca de 100 profissionais e Responsáveis Técnicos (RT’s) compareceram à reunião técnica promovida no Escritório Regional de Governo em São José do Rio Preto. Durante o encontro, os participantes puderam conhecer detalhes da praga, além de serem orientados acerca da importância do cadastro das áreas produtoras de soja e das bases legais para a emissão de receituário agronômico.

“O cadastro, que é obrigatório, é uma das ferramentas que permitem que a Defesa Agropecuária conheça as áreas de produção que devem ser fiscalizadas e monitoradas constantemente para a manutenção da sanidade vegetal no Estado”, destacou Marileia.

Reunião técnica abordou a atual situação fitossanitária do Estado e a importância do cadastro das áreas produtoras

“Estamos em contato constante com os Estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, os quais já realizam um trabalho de combate à praga para saber onde acertaram, mas sobretudo onde encontraram dificuldades. Além disso estamos discutindo medidas com institutos de pesquisas e com o setor produtivo que devem ser publicadas nos próximos dias e que tratam do transporte de maquinários e implementos agrícolas”, disse Alexandre Paloschi, diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal.

Além dos técnicos da Defesa Agropecuária, as ações receberam especialistas e pesquisadores de outros Estados que já trabalharam no enfrentamento da praga, caso do consultor Marcelo Nicolai, o qual atuou ao lado da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO) no Mato Grosso do Sul e os professores Rodrigo Merighi Beg, Roque de Carvalho Dias e Paulo Vinícius da Silva do Centro Universitário de Rio Preto, da Universidade Federal do Triângulo mineiro e da Esalq/USP, respectivamente.

Propriedades do entorno foram fiscalizadas e eventuais coletas realizadas

 “A presença destes profissionais nos dão maior subsidio para a organização das ações e consequentemente, para um maior sucesso no combate ao caruru gigante”, acrescentar o chefe do Departamento.

Confira fotos das ações em https://www.flickr.com/photos/200974595@N05/albums/72177720332001138

Amaranthus palmeri

O Amaranthus palmeri é uma planta daninha exótica, de crescimento rápido e extremamente agressiva. Além de apresentar resistência aos herbicidas, sua capacidade de dispersão é muito alta. As plantas fêmeas podem produzir de 200 mil a 500 mil sementes por planta, dependendo das condições do ambiente.

Um detalhe a ser observado é que as plantas fêmeas podem produzir sementes viáveis, mesmo não sendo polinizadas pelas plantas machos.

Caso encontre plantas suspeitas, que apresentem indícios de resistência aos herbicidas entre em contato com a unidade da Defesa Agropecuária mais próxima através dos nossos endereços https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/enderecos/

Materiais educativos podem ser acessados em https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/arquivos/educacao-sanitaria/material/folder_praga_amaranthus.pdf

Por Felipe Nunes

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