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20/01/2026

Inspeção - Defesa Agropecuária celebra o Dia Internacional do Queijo e ressalta o valor do patrimônio cultural e dos produtores

Atualizado em 20/01/2026 às 12h00

O queijo é um alimento de grande importância nutricional e cultural, presente na alimentação de diversos povos ao redor do mundo. Rico em proteínas, cálcio e vitaminas, contribui para o desenvolvimento dos ossos, dos músculos e a manutenção do sistema imunológico. Além de seu valor nutricional, o queijo também desempenha um papel social, reunindo pessoas em torno da mesa e fortalecendo tradições folclóricas e gastronômicas. Sua variedade de sabores, texturas e aromas permite inúmeras combinações culinárias, o que o torna um ingrediente versátil, mas em muitas ocasiões também um alimento completo. Por isso, o queijo é considerado não apenas um alimento, mas também um bem cultural.

Data celebra o alimento rico em proteínas, cálcio e vitaminas

A história do queijo é milenar e remonta às primeiras civilizações, quando o ser humano descobriu a fermentação do leite de forma natural, quase como um método de conservação do leite. Registros indicam que povos da Mesopotâmia e do Egito já produziam queijo há mais de cinco mil anos (há fósseis de queijos de 3000 anos encontrados em sítios arqueológicos no Egito). Ao longo do tempo, a técnica se espalhou pela Europa e pelo mundo, dando origem a uma enorme diversidade de estilos e sabores. Cada região passou a desenvolver métodos próprios de produção, ligados ao clima, ao tipo de leite e à cultura local. Assim, o queijo atravessou séculos como um dos alimentos mais tradicionais e apreciados da humanidade.

No Estado de São Paulo, o queijo tem ganhado relevância no cenário gastronômico brasileiro por unir tradição rural, inovação e forte identidade territorial. Produtores do estado de São Paulo vêm desenvolvendo queijos autorais, com técnicas próprias e atenção à qualidade do leite e ao terroir local. Essa produção valoriza o saber artesanal e fortalece a economia de pequenas propriedades. Além disso, os queijos paulistas conquistam espaço em concursos e na alta gastronomia, ampliando seu reconhecimento. Assim, tornam-se expressão cultural contemporânea e símbolo de criatividade na produção queijeira nacional.

Em números, o território paulista ilustra o crescimento exponencial da cadeia produtiva queijeira. Nos últimos dez anos, houve incremento de 38% no número de indústrias queijeiras e, com destaque, aumento de 447% no número de queijarias artesanais registradas pelo Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP). Estes dados figuram como marco histórico que evidencia o êxito de um sistema inovador de inspeção e registro simplificado. O SISP e a Defesa Agropecuária são fundamentais para garantir a inocuidade dos queijos, pois estabelecem normas, realizam inspeções e promovem o controle rigoroso das condições de produção. Essas ações asseguram que o leite e os processos de fabricação atendam aos padrões de higiene e qualidade, protegendo a saúde do consumidor. Ao orientar e fiscalizar os produtores, o sistema também fortalece a confiança do mercado e contribui para a valorização dos queijos artesanais e industriais.

Inspeção garante a inocuidade dos queijos através de normas que promovem o controle rigoroso das condições de produção

Mas o fato é que para o sucesso do setor queijeiro temos uma via colaborativa e de mão dupla entre quem fiscaliza e quem produz. Nesse ponto destacamos o papel do produtor, o queijeiro que desempenha um papel essencial como produtor rural e artesão do alimento, sendo um elo estratégico e insubstituível na cadeia produtiva do queijo. É ele quem transforma o leite — fruto do cuidado diário com o rebanho e com a terra — em um produto de alto valor cultural, nutricional e econômico, preservando saberes tradicionais e impulsionando a identidade dos territórios. Seu trabalho vai além da produção: fortalece a economia local, gera renda no campo, valoriza práticas sustentáveis e entrega à sociedade um alimento vivo, autêntico e de qualidade. Reconhecer o queijeiro é reconhecer a força da agricultura familiar, da cultura alimentar e da soberania produtiva.

Por Thiago Braga Izidoro, Marília Masello Junqueira Franco e João Gustavo Pereira Loureiro

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