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09/01/2026

Sanidade Animal - Banco Brasileiro de Antígenos da Febre Aftosa alinha o Brasil às recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA)

Atualizado em 09/01/2026 às 10h33

Estruturação do Banco foi anunciada em Brasília ao final de 2025

Anunciado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ao final de 2025, a estruturação do Banco Brasileiro de Antígeno da Febre Aftosa é uma medida que fortalece a capacidade de resposta rápida a eventuais emergências sanitárias. A implantação do Banco Brasileiro de Antígenos da Febre Aftosa constitui uma medida essencial de biossegurança além de ser uma estratégia de contingência, em consonância com as recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Estou muito feliz por termos encontrado parceiros competentes e dedicados, que vão ajudar o Brasil a manter esse status conquistado com muito suor, dedicação e investimento, mas que agora exige uma atenção ainda maior. Não existe país livre de febre aftosa sem preparo. Estamos fazendo a nossa parte ao investir no banco de antígenos, em parceria com o Tecpar do Paraná, que é uma referência nesse tema, além de contar com parcerias internacionais, como a empresa Biogénesis, da Argentina. É um investimento que garante a continuidade de um processo extraordinário que o Brasil conseguiu alcançar”, disse o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro durante anuncio que aconteceu em cerimônia em dezembro de 2025.

A empresa contratada será responsável pela produção de um estoque de até 10 milhões de doses de antígenos, capazes de iniciar imediatamente a produção de vacinas para ações emergenciais, conforme demanda do Mapa, além de garantir a distribuição em local indicado em curto espaço de tempo.

Os antígenos produzidos passarão por rigorosos testes de controle de qualidade, com acompanhamento oficial do Governo Federal, assegurando a eficácia, a segurança e a confiabilidade do material armazenado.

Histórico

Ao longo de 56 anos, o Estado de São Paulo realizou campanhas de vacinação contra a Febre Aftosa da população de bovinos e bubalinos. Após décadas de trabalho que envolveu esforços de entidades do setor público e privado, representados por produtores rurais, associações de criadores, médicos-veterinários, profissionais das ciências agrárias, indústria farmacêutica, revendedores, frigoríficos e de laticínios, juntamente com os servidores da Defesa Agropecuária, em 2024 São Paulo recebeu o reconhecimento nacional como área livre de doença sem vacinação pelo Mapa e no mesmo ano, realizou estudo soroepidemiológico que demonstrou a ausência da circulação do vírus no rebanho paulista.

A Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) reconheceu, no dia 29 de maio, em cerimônia realizada em Paris, na França, o Brasil, incluindo o Estado de São Paulo, como zona livre de Febre Aftosa sem vacinação. O anúncio aconteceu durante a 92º Assembleia Geral dos Delegados Nacionais da OMSA, evento que reuniu representantes de organizações internacionais, nacionais, do setor privado e público.

Hoje São Paulo conta com uma população de 10 milhões de bovídeos, 1,2 milhão de suínos, 220 mil ovinos e 20 mil caprinos e o reconhecimento certifica sanitariamente o produto paulista para atender tanto o mercado interno como os países mais exigentes no mercado externo, consolidando o Estado como um dos maiores exportadores de carnes de bovinos e derivados, agora, com possiblidade de ampliar para novos mercados e aumentar a confiança dos importadores.

A criação do banco é um reforço no que diz respeito à segurança sanitária de todo o território nacional e que vai permitir mantermos o status de área livre da doença sem vacinação, garantindo melhores oportunidades de mercado aos produtores paulistas”, comenta Breno Welter, médico-veterinário e chefe do Programa Estadual de Vigilância para Febre Aftosa.

Além disso, a capacidade de resposta imediata em caso de uma reintrodução da doença é uma das exigências para a manutenção do reconhecimento por parte da OMSA”, acrescenta Welter.

Febre Aftosa

A Febre Aftosa é uma enfermidade causada por vírus (família Picornaviridae, gênero Aphthovirus).

É uma das doenças infecciosas mais contagiosas dos animais e acomete animais biungulados (de casco fendido) como: bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e suínos.

Esta doença pode acometer rapidamente criações inteiras. O vírus se dissipa pelo contato entre animais doentes e susceptíveis, e pode contaminar o solo, água, vestimentas, veículos, aparelhos e instalações. O vento pode transportar o vírus.

A doença atravessa fronteiras internacionais por meio do transporte de animais infectados e da importação de produtos de origem animal (principalmente carne com osso).

Por Felipe Nunes com informações do Mapa

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