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28/04/2026

Sanidade Animal - Departamentos Regionais abordam implantação do FUNDESA-PEC junto a prefeituras, sindicatos e associações

Atualizado em 07/05/2026 às 14h21

A fim de difundir informações oficiais acerca da implantação do Fundo de Sanidade Animal para a Pecuária (FUNDESA-PEC) que terá seu início junto da Campanha de Atualização dos Rebanhos, a Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), está promovendo, a partir de seus 16 Departamentos Regionais, reuniões diversas com representantes dos poderes públicos municipais, sindicatos, associações e produtores em geral.

“É um trabalho coletivo para levarmos de maneira padronizada a informação correta até a ponta, até o produtor, maior interessado no tema e consequentemente, aos órgãos que diariamente estão em contato com este público”, comenta Luiz Henrique Barrochelo, médico-veterinário e diretor da Defesa Agropecuária.

Reuniões aconteceram em diversos Departamentos, caso de Araçatuba


Presidente Prudente, e outros (confira galeria)

O Fundesa-PEC integra uma estratégia de sanidade animal após o reconhecimento do Estado como área livre de febre aftosa sem vacinação. Na prática, funciona como uma espécie de garantia financeira para que pecuaristas não fiquem no prejuízo caso seja necessário eliminar animais para conter a doença.

O fundo será abastecido por contribuições dos produtores, calculadas com base no número de bovinos e bubalinos declarados no rebanho. A cobrança ocorrerá durante a atualização cadastral obrigatória, realizada duas vezes por ano, nos meses de maio e novembro. Para 2026, o valor previsto é de R$ 1,076 por animal.

Se houver confirmação de Febre Aftosa, a Defesa Agropecuária atua para conter rapidamente o problema. Em situações desse tipo, pode ser necessário o abate sanitário de animais para impedir a disseminação da doença.

Nesses casos, o fundo entra em ação para garantir a indenização ao produtor. “Antes da eliminação do rebanho, é feita uma avaliação do valor dos animais. Como o fundo possui recursos destinados exclusivamente para essa finalidade, o produtor é ressarcido integralmente pelo valor avaliado do rebanho”, explica o diretor.

Apresentações aconteceram em leilões e demais localidades em diferentes pontos do Estado

Pecuaristas e toda a cadeia envolvida já participaram de reuniões que aconteceram em São José do Rio Preto, Araçatuba, Itapetininga, Presidente Prudente, São João da Boa Vista, Avaré, Piracicaba, Mogi das Cruzes, São Paulo, Bauru, Ribeirão Preto e Fernandópolis.

Acesso a mercados internacionais

O agronegócio paulista iniciou o ano com um superávit de US$2,79 bilhões no primeiro bimestre, com exportações de US$3,37 bilhões. Nesse resultado, a cadeia de carnes ocupa posição central. O setor respondeu por 16,6% das exportações, somando US$623 milhões, com a carne bovina representando mais de 80% desse total. Ao mesmo tempo, o desempenho interno reforça essa relevância: a produção de carnes cresceu 21% em 2025, alcançando R$22,64 bilhões no Valor da Produção Agropecuária.

Além de proteger os produtores, a política também fortalece a posição da pecuária paulista no mercado global. O status sanitário é um fator decisivo para a exportação de carne.

Países que pagam mais pela carne exigem que a origem do produto esteja em regiões reconhecidas como livres de febre aftosa sem vacinação. Ou seja, o vírus não circula no rebanho e há um sistema eficiente de vigilância sanitária. Ter instrumentos como o Fundesa-PEC ajuda o Estado a responder rapidamente a qualquer foco e manter esse reconhecimento internacional.

“O status de livre de febre aftosa sem vacinação é o maior status sanitário que um país pode ter. Isso garante acesso ao mercado de produtos cárneos em todo o mundo e também agrega valor ao produto”, afirma Barrochelo.
Ele explica que a rapidez na resposta a eventuais focos da doença é fundamental para evitar embargos comerciais prolongados.

“Quanto mais rápido ocorrer a notificação e as ações da Defesa Agropecuária, mais cedo conseguimos conter o foco e recuperar o status sanitário. Isso evita perder mercados e mantém o valor e o volume das exportações”, diz.

Por Felipe Nunes

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