Sanidade Vegetal - Treinamento dá início às atividades de Organização vencedora de chamamento público
Instituto BioSistêmico (IBS) irá atuar em atividades de inspeção para Cancro Cítrico e Greening
Aconteceu esta semana, entre os dias 1 e 3 de junho, na sede do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) em Araraquara, treinamento prático/teórico que marca o início das atividades do Instituto BioSistêmico (IBS), Organização da Sociedade Civil (OSC) vencedora do chamamento público SAA nº 03/2025, que firmou entre as instituições, o Termo de Colaboração nº 01/26 cujo investimento foi de R$ 3.6 milhões. O Instituto, a partir da atividade, inicia ações de inspeção em pomares localizados em regiões estratégicas do Estado com o objetivo de ampliar o combate ao Greening/HLB, doença que ameaça a citricultura em todo o mundo.
“Trata-se de uma política pública que vem fortalecer o setor citrícola paulista e oferecer ao citricultor mais uma ferramenta para o enfrentamento da doença que põe em risco esta importante atividade econômica”, comenta Alexandre Paloschi, engenheiro agrônomo e diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal da Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).
Atividade aconteceu na sede do Fundecitrus e contou com diversas palestras, incluindo apresentação de consultores do Fundo
A partir de agora, os profissionais irão realizar trabalhos de inspeção em cerca de 1200 propriedades nas regiões de Bebedouro, Itapetininga, Jales, Marília, Mogi Mirim e Novo Horizonte. Eles atuarão divididos em seis equipes e terão a supervisão de técnicos regionais das unidades da Defesa Agropecuária.
Ao todo, serão realizadas aproximadamente 7.200 atividades focadas no combate ao Greening/HLB e também de vigilância ao Cancro Cítrico.
“Serão profissionais que estarão focados em inspeções de Greening nos ajudando a regionalizar as ações do Estado e tomadas de medidas diferentes conforme a incidência da doença”, destaca Paloschi.
Parte prática do treinamento aconteceu em propriedade onde os profissionais puderam ter contato com plantas sintomáticas e entender melhor a dinâmica das inspeções
A medida vai de encontro ao proposto recentemente pela Resolução SAA nº 32 de 2026 a qual institui novas medidas a serem adotadas por produtores para a prevenção e controle do HLB/Greening. A publicação que revoga a Resolução SAA nº 88/2021, traz como nova medida, o monitoramento quinzenal (15 em 15 dias) do Psilídio (Diaphorina citri), inseto vetor da doença em pomares de qualquer idade para que não haja por completo o ciclo ovo-adulto.
A Resolução traz ainda a proposta de regionalização do Estado entre municípios de maior ou de menor incidência da doença. “A partir de agora, os municípios paulistas serão divididos entre localidades com baixa ou alta incidência do Greening. Municípios com incidência de até 10% de pomares contaminados serão considerados baixo e acima disso, alta incidência”, diz o agrônomo.
Ainda, a publicação flexibiliza a erradicação de plantas doentes, pois a partir desta Resolução, produtores que possuem árvores adultas doentes e que cujas áreas de produção estejam em municípios com alta incidência, não necessitam mais realizar a erradicação compulsória. Nestes locais, a eliminação passa a ser exigida apenas para plantas novas, de até três (3) anos. Já nos municípios de baixa incidência, a erradicação permanece obrigatória para todas as idades.
Outra atualização instituída trata do transporte interestadual, já que passa a ser obrigatório o processamento e a escovação das frutas antes do trânsito de São Paulo para outros Estados, objetivando a eliminação de folhas ou ramos que podem se tornar vetores potenciais da doença. A exceção da medida fica unicamente para a Tangerina Ponkan.
Instituto BioSistêmico
O Instituto BioSistêmico é uma organização de consultoria e serviços de assistência técnica e extensão rural fundada em 2006.
Surgiu com o intuito de promover o desenvolvimento a partir da inovação e da sustentabilidade. Para isso, agrega competências, organiza processos e investe em tecnologia para levar ao campo soluções viáveis que proporcionam resultados concretos e de impacto no sistema produtivo, na estrutura da propriedade e no desenvolvimento do produtor.
No seu escopo de atendimento, estão as organizações de produtores, comunidades rurais, associações, cooperativas, empresas e entidades que atuam e demandam programas para incremento da produção, de responsabilidade, social e ambiental e que de forma direta ou indireta, fomentam o desenvolvimento, por meio de ações de inovação e sustentabilidade.
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Por Felipe Nunes














