Capacitação - Seminário atualiza corpo técnico sobre ações e programas da área vegetal
Atividade aconteceu em Descalvado na sede da Universidade Brasil
Com o objetivo de atualizar os servidores que atuam em ações e fiscalizações da área vegetal e padronizar os procedimentos necessários, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) a partir do seu Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Vegetal (DDSIV) realizou entre os dias 14 e 17, na Universidade Brasil no município de Descalvado, o segundo Seminário Interno de Defesa Vegetal (SINDAVE). Além de apresentações que abordaram questões internas, a atividade contou com palestras de instituições parceiras como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a Xmobots, empresa especializada em drones.
“A partir dessa atividade que conta com a participação de engenheiros agrônomos e técnicos agropecuários de todas as regionais, conseguimos garantir a qualidade e o propósito das ações”, destaca Alexandre Paloschi, engenheiro agrônomo e diretor do DDSIV.
Engenheiros agrônomos e técnicos agropecuários participaram do seminário
No primeiro dia de atividade, foram responsáveis pelas apresentações os agrônomos Athila Milan, Marcelo Chaim, Adão Marin e Cassio Lopes, que abordaram respectivamente, as ações do Departamento de Trânsito e Análise de Riscos (DETRAR), gerenciamento de pesquisas e análise de dados, procedimentos administrativos do Centro de Defesa Sanitária Vegetal (CDSV) e o monitoramento das áreas de produção e o cadastro das unidades produtoras de soja.
O segundo dia dedicou-se aos agrotóxicos e também aos citros. Abriu a série de palestras no dia 15, Fábio Bengozi, gerente do Programa Estadual de Uso de Agrotóxicos e Afins, que abordou as mudanças entre a aplicação de tais produtos de forma terrestre e aérea, além de reforçar as legislações vigentes.
Na sequência, Marcio Emanoel de Lima, gerente do Programa Estadual do Comércio de Agrotóxicos e Afins falou aos presentes a respeito da fiscalização do comércio eletrônico de agrotóxicos. Marcio apresentou casos reais de produtos comercializados sem regulação em sites eletrônicos e apresentou números que apontaram 2071 fiscalizações realizadas em comércios de agrotóxicos no ano de 2024.
Foram abordados todos os temas da área vegetal em que a Defesa Agropecuária atua como por exemplo, na fiscalização de agrotóxicos
Ainda sobre agrotóxicos, Camila Ribeiro Grzybowski, diretora do Centro de Fiscalização de Insumos e Conservação do Solo (CFICS) abordou o planejamento do Programa Estadual de Análise de Resíduos de Agrotóxicos e Afins de Uso Agrícola em Produtos de Origem Vegetal (PEARA-POV). De acordo com a diretora, o programa irá trabalhar com 350 amostras de produtos que compõe a cesta básica paulista a partir das coletas feitas pelas regionais já aptas e que um treinamento será realizado para capacitar outras oito unidades.
Além do planejamento das atividades, Camila também abordou questões internas visando à melhoria do fluxo no momento da elaboração de autos de infrações.
Para falar sobre o Programa Estadual de Conservação e Preservação do Solo, o gerente, o agrônomo Reginaldo de Souza abordou os novos procedimentos administrativos a serem adotados a partir de agora no momento das fiscalizações. A medida sugerida busca atuar de forma antecipada em casos de erosões e poderá ser utilizadas antes do auto de infração.
Ainda no segundo dia de atividade, Luiz Henrique Barrochelo, coordenador da Defesa Agropecuária usou da palavra e abordou questões gerais relacionadas à área vegetal além de discutir, junto ao corpo técnico, questões de cunho administrativo comum às áreas animal e vegetal.
Na ocasião, o coordenador abordou o termo de cooperação que deve ser firmado com Organização de Sociedade Civil (OSC) que visa à contratação de 28 profissionais divididos em seis equipes com quatro técnicos agropecuários cada, dois engenheiros agrônomos e dois profissionais da área administrativa.
“É uma iniciativa que visa reforçar nossa capilaridade dentro do Estado no sentido de somar esforços para combater o Greening”, disse.
De acordo com o coordenador, as equipes ficarão fixas em pontos estratégicos do Estado a fim de facilitar, inclusive, a regionalização conjunta com órgãos de outros estados. As equipes estarão sediadas nos municípios de Jales, Bebedouro, Novo Horizonte, São José do Rio Pardo, Itapetininga e Rio Claro.
Para falar sobre as ações de combate ao comércio irregular de mudas e sanidade em viveiros, Valentim Scalon, gerente do Programa Estadual de Sanidade na Produção de Materiais de Propagação reforçou procedimentos a serem tomados durante as fiscalizações em viveiros e também em caminhões ambulantes que comercializam mudas irregulares.
Complementando a apresentação anterior, Danilo Romão, gerente do Programa Estadual de Pragas Quarentenárias Presentes falou sobre a incidência e as ações de combate ao Greening e atualizou o quadro relacionado ao atendimento de denúncias de pomares abandonados.
O canal de denúncia tem como objetivo informar à Defesa Agropecuária a localização de pomares de citros abandonados ou mal manejados, para que sejam feitas ações de educação e conscientização do produtor para que sejam adotadas as medidas necessárias para controle do Greening.
Para ter acesso ao canal direto, acesse https://survey123.arcgis.com/share/ecdf23310ba74c36809928b7e13df6c5?portalUrl=https://geo.cati.sp.gov.br/portal.
Para finalizar o segundo dia de seminário, Veridiana Zocoler, gerente do Programa Estadual de Sanidade dos Citros atualizou os servidores e destrinchou a Resolução SAA 51/24 que classifica os estabelecimentos que industrializam, beneficiam, reembalam ou comercializam frutos in natura de citros. Confira aqui a Resolução.
Referente a números, Veridiana apresentou aos presentes o panorama de fiscalizações realizadas em 2024, com destaque para as 3760 ações de fiscalizações em casas de embalagens. “Dessa forma a gente tem uma dimensão da expressão da citricultura no Estado de São Paulo”, argumentou a agrônoma.
O terceiro dia foi quase que exclusivamente dedicado a palestrantes e a temas externos. Deu início as apresentações o agrônomo André Fernandes Mazi, representante da Xmobots, empresa especializada em Drones e responsável pelo desenvolvimento de diversos equipamentos e tecnologias utilizadas na pulverização de áreas agrícolas. Durante o seminário, André abordou as principais utilizações para drones de pulverização e também para mapeamento aéreo, temas intimamente relacionados às ações de fiscalização realizadas pela CDA.
Após, foi a vez de Luiz Alberto Colnago, representante da Embrapa, que apresentou as atividades do órgão que realizam a ressonância magnética para análise rápida e não destrutiva de produtos de origem vegetal, abordagem que ajudou o corpo técnico a entender um pouco mais sobre métodos de falsificação de produtos de origem vegetal que podem ser consumidos por humanos como por exemplo, vinhos e méis.
Palestrantes externos representaram órgãos como Embrapa e MAPA
Ainda representando a Embrapa, Marcia Dompieri falou sobre barreiras fitossanitárias e as rotas de risco para a entrada de pragas quarentenárias ausentes.
Dando prosseguimento ao tema das pragas quarentenárias que podem entrar em território paulista, fizeram apresentação conjunta, os agrônomos Marco Antonio Basseto, Marileia Ferreira e Ana Paula de Souza Lima onde apresentaram um resumo da participação da Defesa Agropecuária em exercício em Brasília que simulou aplicação de metodologia de Sistema de Comando de Incidentes (SCI) em casos de emergências fitossanitárias, além de um plano de contingenciamento para barrar a entrada da FOC R4T.
“O Estado de São Paulo está na vanguarda da contingencia fitossanitária e isso foi reconhecido pelo MAPA durante o exercício simulado e isso só foi possível graças ao trabalho e à dedicação do nosso corpo técnico”, agradeceu Marileia, gerente do Programa Estadual de Contingencia Fitossanitária (PECONF).
Para finalizar o penúltimo dia, Maria Carolina Guido, diretora do Departamento de Capacitação e Educação em Saúde Única (DECESUN) apresentou um balanço das atividades educativas realizadas pela área vegetal e atualizou os presentes acerca do registro de atividades.
O último dia teve inicio com palestra online proferida por Ana Lucia Stepan, médica-veterinária do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e que atua na coordenação do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA) e que na ocasião, abordou o Serviço Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (SISBI-POV). A apresentação teve como objetivo detalhar questões federais que se relacionam diretamente com questões estaduais que serão desenvolvidas após a regulamentação do Sistema de Inspeção e classificação de vegetais, partes vegetais, seus produtos e subprodutos, o SISP-POV.
Palestra online com representante do Ministério abordou o Serviço Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal
“Estamos na torcida para que São Paulo desenvolva um ótimo trabalho para que o SISP e o SISBI possam conversar entre si assim como conversam a área animal”, ressaltou a veterinária.
Para tratar o recebimento de coletas para análises laboratoriais no Departamento de Logística Laboratorial (DELLAB) em Campinas, Flavia Vazques, diretora do departamento, apresentou números e métodos de envios das analises.
Finalizaram o seminário, a agrônoma Cristina Abi Rached lost, gerente do Programa Estadual de Certificação Fitossanitária e do Programa Estadual de Exportação de Produtos Vegetais e Alexandre Paloschi, que falaram sobre a Certificação Fitossanitária para atendimento aos requisitos de exportação de frutas e sobre o panorama das ações do DDSIV.
“O saldo final do seminário é super positivo, pois conseguimos abordar todas as áreas onde temos atuação e nos preparar para novos desafios, caso dos produtos de origem vegetal. No fim, foi uma ótima oportunidade para discutirmos e alinharmos o planejamento das ações para 2025 levando em conta a peculiaridade de cada regional”, comemorou Paloschi.
Para saber mais sobre as ações e programas da área vegetal, acesse https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/www/programas/?/sanidade-vegetal/&area=2.
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Por Felipe Nunes
















