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26/02/2024

Sanidade Vegetal - Defesa Agropecuária realiza série de reuniões para abordar novos requisitos para a manutenção da exportação da lima ácida Tahiti

Atualizado em 26/02/2024 às 14h58

Primeiro encontro aconteceu com Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), SFA's e OEDSV's

Entre os dias 20 e 22 de fevereiro, engenheiros agrônomos da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) realizaram uma série de reuniões para abordar as adequações necessárias aos requisitos apontados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para a manutenção da exportação da lima ácida Tahiti para a União Europeia (UE) (saiba mais aqui).

Foram quatro encontros, todos com públicos distintos em duas regiões do Estado, sendo a primeira parte no munícipio de Campinas, onde se reuniram o chefe do Programa Especial de Exportação do MAPA, representantes das Superintendências Federais (SFA’s) e os Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Vegetal (OEDSV’s) de Estados que também exportam o fruto, caso de Bahia, Pará, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Sergipe, enquanto a segunda parte ocorreu em Araraquara, junto a produtores e proprietários de Unidades de Consolidação (UC’s).

Na ocasião, representou o órgão federal, Hilder Rolim, chefe da Divisão de Certificação Fitossanitária, representando a Divisão de Programas Especiais de Exportação, Coordenação Geral            de Fiscalização e Certificação Fitossanitária Internacional do MAPA. “A ideia aqui é reunirmos os órgãos de defesa sanitária para juntos debatermos formas e apontarmos possíveis sugestões que são essenciais para a manutenção da exportação”, disse.

Hilder apresentou aos órgãos estaduais um histórico a respeito das interceptações dos frutos exportados à UE, reforçou os requisitos que foram apontados em ofício circular e abriu espaço para que os OEDSV’s apontassem sugestões.

A reunião, com caráter de WorkShop, foi uma oportunidade para os serviços de defesa estaduais debatessem questões pontuais como por exemplo, mudanças e tipificações de climas de uma região para outra e como garantir a rastreabilidade do fruto, uma das principais ações para a garantia da sanidade do produto enviado à UE.

A Defesa Agropecuária, representando o Estado de São Paulo, que é o maior exportador da lima ácida Tahiti, apresentou aos participantes as medidas e os sistemas de monitoramento usados para tentar barrar o envio de frutos contaminados com Cancro Cítrico e com Verrugose, seguindo preconizações dos países importadores.

O esquema de fiscalização em esquema de plantão nas UC’s e o Sistema de Gestão em Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE) foram alguns dos temas abordados.

“Para São Paulo, mantermos a exportação de lima ácida Tahiti é importante para sustentarmos três pilares: o econômico, o social e o ambiental”, comentou Camila Amaral, uma das engenheiras agrônomas envolvidas na série de encontros.

“O problema é de todos nós. Se não cuidarmos, quem será fechado é o mercado do Brasil e não somente o mercado de São Paulo”, completou Suely Brito, representante do Estado da Bahia.

No dia 21, a equipe da CDA reuniu-se com cerca de 150 Responsáveis Técnicos (RT’s), envolvidos no processo de certificação dos frutos importados. O objetivo da reunião era sanar as dúvidas de uma das partes do setor produtivo diante do que havia sido acordado no dia anterior junto ao MAPA.

No dia 21, reunião recebeu cerca de 150 RT's

Durante o encontro, além da questão da exportação, a Defesa Agropecuária atualizou juntos aos RT’s, legislações e medidas de contenção do Greening. “Orientem seus clientes, proprietários de pomares, a fazerem o manejo e a erradicação de plantas sintomáticas maiores de oito anos”, reforçou Danilo Romão, gerente do Programa Estadual de Pragas Quarentenárias Presentes.

Junto aos profissionais, que são uma extensão da CDA dentro das UC’s e das Unidades Produtoras (UP’s), Cristina Abi Rached lost, gerente do Programa Estadual de Certificação Fitossanitária e de Exportação de Produtos Vegetais contextualizou a auditoria da UE realizada em julho (leia mais) e abordou tópicos do Ofício Circular, resultado da auditoria.

“Os requisitos que estamos aqui revisando e tentando elucidar junto ao setor, não são exigências da CDA, mas sim, do cliente comprador, no caso, a União Europeia”, disse a agrônoma.

No dia seguinte, dessa vez em Araraquara, na sede do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a equipe de agrônomos se reuniu, no período da manhã, com produtores de lima ácida e que exportam o fruto, já no período da tarde, a reunião foi voltada aos proprietários de UC’s.

No dia 22, no auditório do FUNDECITRUS, equipe da CDA falou à produtores e proprietários de UC's

“Durante as reuniões com o setor produtivo, foi possível esclarecermos aos RT’s, produtores e consolidadores, quais os pontos de fragilidade identificados no relatório da UE sobre a auditoria in loco, e alinharmos junto ao setor o que será necessário para cumprimento ao requisito e, portanto, atendimento e manutenção do mercado”, avalia Cristina.

Por Felipe Nunes

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